Fórmula 1

Nem a McLaren consegue explicar por que o motor Honda aguentou teste

AFP PHOTO / GREG BAKER
Imagem: AFP PHOTO / GREG BAKER

Julianne Cerasoli

Do UOL

19/04/2017 18h34

Os problemas com o sistema de recuperação de energia calorífica do motor Honda marcaram o final de semana da equipe McLaren no Bahrein. Porém, mesmo sem qualquer mudança significativa no equipamento, desapareceram de repente no último dos dois dias de testes realizados logo após a terceira etapa do campeonato. E nem a equipe sabe explicar por quê.

O belga Stoffel Vandoorne, que sequer participou da prova barenita depois de sofrer uma quebra de motor antes mesmo da largada, completou todo o programa estabelecido pela equipe para o último dia de testes, completando 81 voltas. O dia sem problemas surpreendeu até a própria McLaren depois que o primeiro dia fora seriamente comprometido por problemas de motor - o time só conseguiu fazer duas voltas de instalação  antes do motor quebrar.

“Se nós soubéssemos… esse é o problema, eu não sei [o porquê da diferença entre um dia e outro]”, disse o chefe da equipe, Eric Boullier.

“Tudo funcionou de forma perfeita. Até forçamos um pouco em termos de configurações, tentando usar a oportunidade, e tudo está funcionando. Esse foi um teste de verdade, fizemos tudo o que foi planejado e isso é muito bom.”

Como os motores Honda têm tido falhas desde os testes de pré-temporada, a McLaren tem operado com configurações mais conservadoras, deixando de usar toda a potência disponível para tentar chegar ao final das corridas. Porém, isso tem minado o desempenho do time, a ponto de Fernando Alonso dizer que nunca correu “com tão pouca potência na carreira”.

No teste, do qual o espanhol não participou por estar nos EUA iniciando sua preparação para participar das 500 Milhas de Indianápolis, em 28 de maio, a Honda fez alguns ajustes temporários, mas não era esperada uma melhora tão significativa.

“É muito difícil entender o que deu errado”, disse Boullier. “Obviamente trocamos o MGU-H e na terça de manhã ele já tinha quebrado de novo. Trocamos o motor e fizemos 17 voltas na terça, mas não achamos nada fisicamente errado no carro, então acho que será complicado para a Honda entender o que deu errado. Não tem havido uma causa comum”, explicou.

Os japoneses tinham anunciado que testariam algumas soluções para melhorar a confiabilidade do motor nesta semana, mas só é esperado que tais melhoras sejam usadas em um final de semana de corrida no GP da Espanha, dia 15 de maio, ou no Canadá, no início de junho.

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