Red Bull ameaça deixar a F-1 se categoria não rever regra dos motores

Julianne Cerasoli

Do UOL

  • AFP

A Fórmula 1 corre o risco de perder a Red Bull caso não mude sua política em relação aos motores. É essa a ameaça do consultor Helmut Marko, de olho na possibilidade de resolver um problema que já vem comprometendo a equipe desde 2014 com as mudanças esperadas para 2021.

A Red Bull - que está na F1 desde 2005 - avalia que o atual modelo para os motores, com a utilização do complicado V6 turbo híbrido que, atualmente, pode ser desenvolvido livremente, é impossível para uma equipe cliente se sobressair. Tanto, que os últimos três campeonatos foram dominados pela Mercedes e, neste ano, foi a Ferrari, outro time que produz seu próprio motor, além do chassi, quem se aproximou dos alemães.

Enquanto isso, começaram recentemente as negociações para a adoção de um novo tipo de motor a partir de 2021, após o término dos atuais contratos das equipes com os detentores de direitos comerciais da Fórmula 1. Ainda que exista a pressão para que os motores sigam sendo híbridos, eles devem ser simplificados em relação à fórmula atual.

Do lado da Red Bull, a pressão é pela entrada de um fornecedor independente, que não possua uma equipe - caso de Mercedes, Ferrari e Renault - ou tenha exclusividade - com a Honda com a McLaren. Afinal, o time, que venceu quatro campeonatos entre 2010 e 2013, com a Renault, mas em uma época na qual o desenvolvimento era congelado e os motores tinham rendimento bastante semelhante, ao contrário do que acontece agora, não quer depender de nenhum de seus potenciais rivais.

"No máximo em 2021 um fornecedor de motores independente deve entrar na F-1", disse Marko ao site oficial da F-1. "Isso é mais do que necessário, e o motor tem de ser simples, barulhento e deve custar menos de 10 milhões de dólares. Estamos falando de algo menos sofisticado, um motor de corrida. Há várias companhias que poderiam fornecer algo do tipo."

Segundo Marko, a Red Bull espera uma solução até o final desta temporada. "Caso contrário, nossa permanência na F-1 não está segura."
Não é de hoje que a Red Bull ameaça deixar a categoria por conta da questão dos motores. Durante todo o ano de 2015, com o retorno da Renault à categoria como montadora, os dirigentes do time tentaram diferentes saídas, até fecharem com os franceses, mas utilizando o nome TAG nos motores.

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