Fórmula 1

Red Bull ameaça deixar a F-1 se categoria não rever regra dos motores

AFP
Imagem: AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL

20/04/2017 12h23

A Fórmula 1 corre o risco de perder a Red Bull caso não mude sua política em relação aos motores. É essa a ameaça do consultor Helmut Marko, de olho na possibilidade de resolver um problema que já vem comprometendo a equipe desde 2014 com as mudanças esperadas para 2021.

A Red Bull - que está na F1 desde 2005 - avalia que o atual modelo para os motores, com a utilização do complicado V6 turbo híbrido que, atualmente, pode ser desenvolvido livremente, é impossível para uma equipe cliente se sobressair. Tanto, que os últimos três campeonatos foram dominados pela Mercedes e, neste ano, foi a Ferrari, outro time que produz seu próprio motor, além do chassi, quem se aproximou dos alemães.

Enquanto isso, começaram recentemente as negociações para a adoção de um novo tipo de motor a partir de 2021, após o término dos atuais contratos das equipes com os detentores de direitos comerciais da Fórmula 1. Ainda que exista a pressão para que os motores sigam sendo híbridos, eles devem ser simplificados em relação à fórmula atual.

Do lado da Red Bull, a pressão é pela entrada de um fornecedor independente, que não possua uma equipe - caso de Mercedes, Ferrari e Renault - ou tenha exclusividade - com a Honda com a McLaren. Afinal, o time, que venceu quatro campeonatos entre 2010 e 2013, com a Renault, mas em uma época na qual o desenvolvimento era congelado e os motores tinham rendimento bastante semelhante, ao contrário do que acontece agora, não quer depender de nenhum de seus potenciais rivais.

“No máximo em 2021 um fornecedor de motores independente deve entrar na F-1”, disse Marko ao site oficial da F-1. “Isso é mais do que necessário, e o motor tem de ser simples, barulhento e deve custar menos de 10 milhões de dólares. Estamos falando de algo menos sofisticado, um motor de corrida. Há várias companhias que poderiam fornecer algo do tipo.”

Segundo Marko, a Red Bull espera uma solução até o final desta temporada. “Caso contrário, nossa permanência na F-1 não está segura.”
Não é de hoje que a Red Bull ameaça deixar a categoria por conta da questão dos motores. Durante todo o ano de 2015, com o retorno da Renault à categoria como montadora, os dirigentes do time tentaram diferentes saídas, até fecharem com os franceses, mas utilizando o nome TAG nos motores.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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