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Fórmula 1

Rápida e com pontos cegos, pista da Rússia é mais difícil do que parece

Julianne Cerasoli

Do UOL

28/04/2017 07h53

Olhando de fora, a pista do GP da Rússia parece ser igual às outras que estrearam nos últimos anos na F-1, com retas bastante longas, algumas curvas de 90 graus e um setor mais travado no final. Mas os pilotos garantem que o circuito de Sochi é bem mais complicado - e rápido - do que parece.

De fato, a média de velocidade é alta, por volta dos 218km/h. Mas é o fato de ser um circuito, na prática, de rua, construído em meio ao parque olímpico que recebeu os Jogos de Inverno de 2014, que diminui a visibilidade e faz com que seja difícil acertar a linha ideal volta após volta.

“Essa pista é muito técnica, é bem difícil fazer uma volta perfeita com todas as tangências porque, em algumas curvas, você não consegue ver onde está a tangente, então não é uma pista fácil para você ser preciso e é muito fácil errar”, explicou Sergio Perez, da Force India.

“É uma pista que, quando você vê de fora, parece mais lento do que é realmente”, endossa Felipe Massa. “E no final tem uma parte bastante lenta e complicada. Não é uma pista fácil, mas é legal. Dá para ver ultrapassagens porque as retas são longas. Se você me perguntar quais são minhas pistas prediletas, diria Suzuka ou Spa, mas é uma boa pista para se pilotar.”

Outro que concorda com a opinião dos demais é Romain Grosjean, da Haas. “Eu concordo totalmente. Algumas curvas nem parecem ser um desafio, mas quando você está pilotando, elas são fluidas, é muito legal e alguns lugares são bem ondulados. O último setor é bem lento. É uma pista desafiadora na verdade.”

Os primeiros treinos livres para o GP da Rússia comprovaram essa teoria: tanto Lewis Hamilton, quanto Sebastian Vettel, rodaram ao tentar achar o limite do circuito. A quarta etapa do campeonato terá classificação às 9h do sábado pelo horário de Brasília e a largada no mesmo horário, no domingo. 

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