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Fórmula 1

FIA vê motores quase iguais na F-1. Mas há quem discorde

Dan Istitene/Getty Images
Ferrari foi quem mais evoluiu nos últimos dois anos Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

03/05/2017 04h00

Um dos objetivos das mudanças de regras de 2017 era equalizar o rendimento dos motores, o que seria feito da seguinte forma: a Federação Internacional de Automobilismo faria medições após as três primeiras provas do campeonato e transformaria os números ao equivalente ao tempo de volta do Circuito da Catalunha, em Barcelona. Caso algum dos motores estivesse a mais de três décimos do melhor, poderiam haver intervenções.

Segundo os cálculos da FIA, Mercedes, Ferrari e Renault estão a menos de 0s3 de distância em termos de rendimento e a Honda está obviamente bem atrás - o quanto, não foi divulgado, mas fala-se em pelo menos 180 cavalos, o que daria uma diferença de mais de 1s.

A Red Bull, contudo, questiona a medição. “Devem ter comparado com a volta de aquecimento”, brincou o consultor Helmut Marko. A equipe acredita que o motor Renault está a pelo menos meio segundo do Mercedes.

As opiniões no paddock, contudo, se dividem. “Definitivamente acredito que a Ferrari está no mesmo nível da Mercedes e a Renault está mais ou menos perto. Só temos vantagem em relação à Honda”, afirmou Sergio Perez, que usa o motor alemão na Force India.

E isso não é devido ao regulamento, como explica o mexicano. “Com estes carros, os motores são muito mais importantes que no passado, devido ao tempo que você fica com o pé embaixo e a quantidade de energia que você recupera também é muito menor. Definitivamente Ferrari e Renault evoluíram muito para chegar na Mercedes.”

Romain Grosjean, que usa o Ferrari na Haas, duvida das contas de Perez. “Não sei se é bem assim”, disse o francês ao UOL Esporte. “É difícil saber do que cada um é capaz. É claro que a Ferrari melhorou muito em relação ao que era, mas ainda temos muito a evoluir.”

Com todas as dúvidas sobre a equalização, ainda não foi decidido se a Honda receberá algum tipo de ajuda. Para tanto, os demais fornecedores teriam de chegar a algum tipo de acordo, o que vem sendo tentado pela FIA nos bastidores.

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