Fórmula 1

Revista é condenada a pagar R$ 168 mil a família de Schumacher

AFP PHOTO RABIH MOGHRABI
Schumacher aponta para sua equipe no pódio do GP do Bahrein de 2004 Imagem: AFP PHOTO RABIH MOGHRABI

Do UOL, em São Paulo

05/05/2017 09h33

A revista alemã Bunte foi condenada a pagar uma indenização de 50 mil euros (equivalente a R$ 168 mil) à família de Michael Schumacher por alegações falsas do estado de saúde do ex-piloto. A decisão foi do tribunal distrital de Hamburgo.

A publicação foi acusada de violar a privacidade de Schumacher ao divulgar, em dezembro de 2015, que o alemão conseguia dar alguns passos e chamar tal fato de "milagre de natal". Logo depois da publicação, a assessoria do ex-piloto, representada por Sabine Kehm, desmentiu a informação.

“Ele não pode andar hoje. E é improvável que isso tenha acontecido na época”, disse um porta-voz do tribunal de Hamburgo.

A família evita falar sobre o assunto, e lançou um Instagram em que posta semanalmente mensagens de fãs com o slogan “keep fighting”. A última postagem foi há quatro dias.

Em dezembro de 2013, Schumi estava passando férias com amigos e família nos Alpes franceses, quando sofreu um grave acidente enquanto esquiava. Ele foi submetido a operações e chegou a ficar em coma.

Depois disso, a família do heptacampeão decidiu não falar muito sobre o assunto. A reabilitação é realizada na sua própria casa, em Genebra, na Suíça.

Homenagem

Michael Schumacher será homenageado durante o evento "Champions for Charity", que será realizado no dia 3 de julho e reunirá pilotos, atletas de outras modalidades e celebridades em uma partida de futebol no dia 3 de julho, em Mainz. O dinheiro arrecadado do jogo, organizado pela fundação do jogador de basquete alemão Dirk Nowitzki, será em parte revertido para a iniciativa "Keep Fighting" da família de Schumacher.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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