Fórmula 1

Fórmula 1 começa uma nova temporada neste fim de semana, diz Lauda

REUTERS/Aly Song
Sebastian Vettel, da Ferrari, joga champanhe em Lewis Hamilton, da Mercedes, após o GP da China Imagem: REUTERS/Aly Song

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

08/05/2017 06h42

A Fórmula 1 disputa a quinta etapa da temporada neste final de semana, na Espanha, mas, para o presidente não-executivo da Mercedes Niki Lauda, é como se o campeonato começasse agora. Afinal, todas as equipes vão levar melhorias a seus carros para o Circuito da Catalunha e o austríaco acredita que isso pode mudar a cada da disputa, especialmente entre seu time e a Ferrari.

Até aqui, os rivais têm mostrado um desempenho bastante igualado: a Mercedes lidera o campeonato de construtores por um ponto e Sebastian Vettel, da Ferrari, tem 13 pontos de vantagem para Lewis Hamilton, da Mercedes, entre os pilotos.

Para Barcelona, enquanto a Ferrari foca em melhorar a parte aerodinâmica do carro, a Mercedes precisa diminuir o peso de seu equipamento, o que estaria causando problemas de equilíbrio.

“É muito simples, todos terão novidades. A temporada vai começar de novo e ainda não sabemos que terá o melhor desenvolvimento. Mas veremos isso em Barcelona.”

Outra questão para a Mercedes ficou mais forte no último GP, na Rússia, quando Valtteri Bottas venceu pela primeira vez na carreira e se colocou a dez pontos de Hamilton no campeonato. Uma potencial briga interna entre seus pilotos poderia complicar a vida da equipe alemã na luta com a Ferrari.

Quando perguntado, em Sochi, se Bottas já poderia ser colocado como candidato ao título, Lauda disse que era impossível saber. “Foi apenas uma corrida, ele venceu sua primeira prova, então é esperar para ver. Não é o tipo de coisa que você pode forçar. Bottas foi mais rápido na Rùssia, mas Lewis é um grande talento, um campeão e talvez nas próximas três provas ele esteja na frente.”

As atividades para o GP da Espanha começam com os treinos livres na sexta-feira, em duas sessões a partir das 5h e das 9h pelo horário de Brasília. A última chance antes das equipes melhorarem os carros antes da classificação, que começa às 9h do sábado, é no terceiro treino livre, realizado algumas horas antes, às 6h. E a largada será dada às 9h do domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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