Fórmula 1

Villeneuve venceu só 6 GPs, mas virou lenda na Ferrari. Saiba por quê

Allsport UK /Allsport/Getty/Images
Gilles Villeneuve participa do GP de Mônaco de 1981 pela Ferrari Imagem: Allsport UK /Allsport/Getty/Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

08/05/2017 04h00

A história da Fórmula 1 contou com diversos pilotos cujas glórias são até óbvias: Michael Schumacher venceu nada menos que sete campeonatos mundiais e 91 corridas, Ayrton Senna e Alain Prost tiveram batalhas de alto nível e pilotos das últimas gerações, como Fernando Alonso ou Lewis Hamilton já estão há anos entre os melhores, sempre se adaptando a novas regras e diferentes realidades.

Mas há 35 anos, morria um piloto que não conquistou nenhum título, venceu apenas seis provas, não teve muito mais do que quatro anos de carreira e, ainda assim, entrou para o hall das lendas da categoria: Gilles Villeneuve.

Afinal, por que o canadense é tido como mais importante para a história da categoria do que pilotos bem mais vitoriosos, como seu filho, Jacques, que chegou a ser campeão do mundo em 1997?

1. Era old school até para os anos 1980: Villeneuve é como um herói ‘cult’ da Fórmula 1 pela maneira aguerrida com que corria. E um momento decisivo para que ele ganhasse esse status foi no GP da Holanda de 1979, quando continuou na pista mesmo depois de ter um furo no pneu. O canadense estava liderando a corrida até que uma rodada na volta 47 o colocou na segunda colocação. Quando rodou por uma segunda vez, seu pneu traseiro esquerdo explodiu, mas ele conseguiu levar o carro para a pista - e andando bem rápido. Porém, sua suspensão estava muito danificada e ele teve de abandonar.

2. Villeneuve era rápido, muito rápido: Quantas vezes você já viu um piloto ser onze segundos mais rápido que todos os rivais em uma classificação na chuva? Bom, Gilles Villeneuve conseguiu isso, em Watkins Glen, em 1979. O canadense era bastante veloz, sem dúvida, mas isso também trouxe problemas em sua carreira, uma vez que o piloto colecionou motores quebrados. Além disso, como piloto que arriscava muito, ele também cometia mais erros do que a média.

3. Caiu nas graças de Enzo Ferrari: Poucos pilotos na história tiveram a honra de serem comparados a Tazio Nuvolari, piloto italiano da década de 1930 que ganhou 150 corridas entre competições de motocross, carros de turismo e de fórmula. E para o fundador da Ferrari, Gilles foi o único piloto que o lembrou de Tazio, por sua “raiva pela vitória”.

4. Protagonizou um dos melhores duelos da história: Foi com Rene Arnoux no GP da França, em Dijon, em 1979. Na luta pela segunda colocação, um passou o outro cinco vezes em apenas duas voltas que entraram para a história. “Você só poderia ter aquele tipo de briga com Gilles”, diria o francês anos depois. “Eu não o chamava de piloto, chamava de acrobata dos circuitos!”

5. Morreu no auge, com Ferrari em boa fase: Villeneuve era o centro das atenções quando sofreu seu acidente fatal na classificação para o GP da Bélgica de 1982. Afinal, na corrida anterior, em Imola, seu então companheiro Didier Pironi havia quebrado um acordo de cavalheiros e vencido a prova, ainda que a Ferrari tivesse pedido para que os posições fossem mantidas, com Gilles à frente. E foi justamente tentando bater o tempo de Pironi que o canadense bateu em Zolder. Além disso, a Ferrari fizera um carro competitivo e havia a expectativa de que Villeneuve tivesse sua primeira chance real de lutar pelo título. A Scuderia, inclusive, foi campeã de construtores naquele ano, mesmo após a morte de Gilles e de um acidente grave que encerraria a carreira de Pironi na F-1 semanas depois.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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