Fórmula 1

Bom para Bottas? GP da Espanha não repete vencedor há 10 anos

Clive Mason/Getty Images
Torcedores observam atentamente a primeira volta do GP da Espanha Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

09/05/2017 09h58

O GP da Espanha ganhou fama de ser o palco de corridas chatas tanto pelo traçado do Circuito da Catalunha, que dificulta que um caro siga o outro de perto, quanto pelo fato dos engenheiros conhecerem muito bem a pista que é a mais usada para os testes na Fórmula 1. Mas uma estatística curiosa aponta para o contrário: nos últimos 10 anos, a prova não teve um vencedor repetido, algo único entre as 20 etapas do atual calendário.

O primeiro vencedor que se repete olhando as corridas passadas é Fernando Alonso, que ganhou sua prova caseira em 2006 e 2013 - naquela que é, aliás, sua última conquista na Fórmula 1.

Além do piloto espanhol, triunfaram Felipe Massa (2007), Kimi Raikkonen (2008), Jenson Button (2009), Mark Webber (2010), Sebastian Vettel (2011), Pastor Maldonado (2012), Lewis Hamilton (2014), Nico Rosberg (2015) e Max Verstappen (2016).

Mesmo com a sequência de vencedores diferentes, apenas em três casos o resultado da prova pôde ser considerado uma surpresa nos últimos dez anos na Espanha. O próprio Alonso não tinha o melhor carro e usou uma estratégia ousada para vencer em 2013 e Max Verstappen conquistou a corrida do ano passado após um acidente entre Hamilton e Rosberg na primeira volta, naquela que foi sua primeira prova em um time grande. Mas nada supera Pastor Maldonado, que venceu após largar na pole (depois de uma punição a Hamilton) e demonstrou um ritmo superior apenas naquele final de semana, em um ano difícil para a Williams em 2012.

Para a corrida deste ano, que será realizada neste final de semana, a estatística é boa para Valtteri Bottas, que conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 na última prova, na Rússia. Outro que está de olho em dar continuidade à escrita é Daniel Ricciardo. Afinal, a Red Bull promete uma grande evolução em seu carro para tentar ameaçar Ferrari e Mercedes por vitórias.

As atividades para o GP da Espanha começam com os treinos livres na sexta-feira, em duas sessões a partir das 5h e das 9h pelo horário de Brasília. A última chance antes das equipes melhorarem os carros antes da classificação, que começa às 9h do sábado, é no terceiro treino livre, realizado algumas horas antes, às 6h. E a largada será dada às 9h do domingo. O líder do campeonato é Sebastian Vettel, da Ferrari, que tem 13 pontos de vantagem em relação a Lewis Hamilton, da Mercedes.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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