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Fórmula 1

Tira-teima com pneus "temidos": os 5 motivos para ver o GP da Espanha

Clive Mason/Getty Images
10.mai.2015 - Lewis Hamilton saiu em segundo lugar no GP da Espanha, mas largou mal e foi ultrapassado Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

10/05/2017 04h00

O GP da Espanha não costuma estar entre os mais esperados da temporada. Afinal, as equipes andam tanto por lá na pré-temporada e têm tantas informações sobre o circuito que as corridas costumam ser previsíveis. Mas depois das surpresas da Rússia, quando tudo apontava para uma vitória fácil da Mercedes e a Ferrari fechou a primeira fila e Lewis Hamilton esteve irreconhecível, fica difícil saber o que significa ser previsível no Circuito da Catalunha.

Confira os 5 motivos para não perder o GP da Espanha:

1. Pneu “temido” pelas equipes: Ele sequer foi testado por vários dos pilotos do grid durante a pré-temporada, muito em função das condições climáticas do inverno europeu, mas há quem acredite de antemão que o pneu duro, que estreia neste final de semana, será deixado de lado. “Nem andei e já sei que não vou gostar”, disse Felipe Massa. Porém, ainda assim pilotos e equipes terão de encarar outro composto considerado difícil: o médio. Seu comportamento imprevisível já pegou muita gente de surpresa e isso tem tudo para voltar a acontecer na quinta etapa do campeonato.

2. Mercedes ou Ferrari? Circuito de Barcelona não costuma mentir: O consultor da Mercedes, Niki Lauda, disse mesmo após a vitória de seu piloto Valtteri Bottas na Rússia que o time italiano está “claramente na frente”. Porém, seja por características das pistas ou do clima, é difícil entender quem tem o melhor carro nas quatro primeiras etapas da temporada. A hora da verdade, portanto, é na Espanha, circuito com curvas de alta e uma sessão de baixa velocidade que, não por acaso, é o preferido das equipes para os testes de pré-temporada por ser bastante representativo em relação ao rendimento do carro.

3. Red Bull promete carro praticamente novo: O campeonato já está pegando fogo com a rivalidade entre Mercedes e Ferrari? Pois a Red Bull promete dar um passo decisivo para entrar nesta briga com várias novidades em seu carro. E vale lembrar que a equipe vai a Barcelona defendendo a vitória que teve ano passado, com Max Verstappen.

4. Primeiros pontos da McLaren? Ainda não é Mônaco, mas o Circuito da Catalunha é menos sensível à potência do que as quatro etapas anteriores, o que significa que a deficiência do motor Honda deve contar menos. Deficiência esta que pode ser melhor, uma vez que os japoneses prometem uma atualização para a prova caseira de Fernando Alonso, que fará sua última corrida na F-1 antes de partir de vez para os treinos e as 500 Milhas de Indianápolis, já a partir da segunda-feira após a prova.

5. Vai ter ultrapassagem? Espera-se uma realidade melhor do que no GP da Rússia, quando, apenas pela quarta vez em sua história, a Fórmula 1 presenciou uma corrida sem uma ultrapassagem sequer. Isso aconteceu em Sochi em função das características do traçado, mas principalmente pela falta de abrasividade do asfalto, que tornou o rendimento dos pneus muito linear. O Circuito da Catalunha, com suas curvas de raio longo, não é dos mais propícios para que tenhamos muitas ultrapassagens, mas pelo menos o asfalto vai gerar bem mais degradação.

As atividades para o GP da Espanha começam com os treinos livres na sexta-feira, em duas sessões a partir das 5h e das 9h pelo horário de Brasília. A última chance antes das equipes melhorarem os carros antes da classificação, que começa às 9h do sábado, é no terceiro treino livre, realizado algumas horas antes, às 6h. E a largada será dada às 9h do domingo. O líder do campeonato é Sebastian Vettel, da Ferrari, que tem 13 pontos de vantagem em relação a Lewis Hamilton, da Mercedes.

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