Fórmula 1

Surpresa em 2016, Verstappen nem pensa em pódio. E é trollado por Ricciardo

AFP PHOTO / POOL / Andrej ISAKOVIC
Max Verstappen, piloto da Red Bull, no paddock do GP do Bahrein de Fórmula 1 Imagem: AFP PHOTO / POOL / Andrej ISAKOVIC

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

11/05/2017 13h28

Há um ano, Max Verstappen estava impressionando o mundo da Fórmula 1 ao estrear pela Red Bull com uma inesperada vitória no GP da Espanha, mesmo entrando na equipe já com quatro etapas disputadas e sem muita familiaridade com o carro. A conquista só foi possível depois que os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, bateram na primeira volta, mas ainda assim o holandês teve de aguentar a pressão de Kimi Raikkonen para chegar em primeiro.

Mesmo com a Red Bull prometendo um extenso pacote de mudanças no carro, contudo, Verstappen não acredita que está em posição de repetir o feito.

“Vai ser difícil, mas vamos tentar e vemos o que podemos fazer. Vamos trazer várias novidades, mas os outros também farão o mesmo, então não dá para falar antes de entrarmos na pista”, disse o holandês, ouvido pelo UOL Esporte em Barcelona.

“Se pudermos diminuir um pouco a diferença seria um bom passo adiante. Mas não acho que podemos pensar em um pódio se nada acontecer na frente com os outros.”

Quem brincou com a lembrança da estreia fulminante de Verstappen foi seu companheiro Daniel Ricciardo, que chegou a ter a chance de vencer aquela prova, mas acabou em terceiro muito em função de uma estratégia mais lenta. Perguntado sobre a evolução do holandês desde aquele dia, o australiano disse em tom de brincadeira: “Não, ele não melhorou. Ele ganhou sua primeira corrida e depois não ganhou mais nada, só piorou!”

De bom humor, Ricciardo também perguntou à assessora de imprensa da equipe se poderia mudar o nome de seu carro devido às mudanças que serão adotadas em Barcelona. “Ainda achamos que 13 dá sorte? Ok, então continuamos correndo com o RB13”, afirmou, um tanto resignado.

“São grandes peças aerodinâmicas, laterais, asas, tudo com o que podemos mexer. A parte mecânica você tem que ficar basicamente com o que tem. Temos de ter cuidado porque essencialmente é o mesmo chassi, então temos de ter cuidado com o que esperar, porque melhor que melhoremos 1s, sabemos que Mercedes e Ferrari não vão ficar paradas e não será suficiente.”

As atividades para o GP da Espanha começam com os treinos livres na sexta-feira, em duas sessões a partir das 5h e das 9h pelo horário de Brasília. A última chance antes das equipes melhorarem os carros antes da classificação, que começa às 9h do sábado, é no terceiro treino livre, realizado algumas horas antes, às 6h. E a largada será dada às 9h do domingo. O líder do campeonato é Sebastian Vettel, da Ferrari, que tem 13 pontos de vantagem em relação a Lewis Hamilton, da Mercedes.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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