Fórmula 1

Alonso fala em carro 'torto' e difícil na Indy: "É como um skate na areia"

Darron Cummings/AP
Fernando Alonso treina para as 500 Milhas de Indianápolis Imagem: Darron Cummings/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

17/05/2017 04h00

Esta semana é crucial para a preparação de Fernando Alonso para as 500 Milhas de Indianápolis. Afinal, é a chance do espanhol testar, por cinco dias seguidos, das 8h da manhã às 18h, o carro com o qual vai estrear na Fórmula Indy. E, para quem pensa que correr em um circuito oval é só acelerar e virar para a esquerda, o bicampeão da F-1 explica que não é bem assim.

“Na Indy, é como andar de skate na areia, você sempre está em um limite desconfortável com velocidades tão altas”, disse Alonso, ouvido pelo UOL Esporte. “Nas primeiras voltas, foi um pouco chocante, mas depois você tenta entender do que o carro precisa e também tem de ser corajoso porque é uma sensação completamente diferente ter confiança no carro andando muito mais rápido do que fazemos na F-1.”

Alonso disse ter estranhado o acerto do carro, o que faz com que ele não seja perfeitamente alinhado.

“Você tem que virar um pouco para a direita nas retas porque o carro fica pendendo para a esquerda e o assento também não é em uma posição natural para mim, mas estou ganhando muita confiança a cada volta.”

 

Ao longo desta semana, Alonso tem começado a ter experiências andando no tráfego, sendo ajudado por seus companheiros de equipe da Andretti. O plano da equipe é ir tirando pressão aerodinâmica aos poucos de seu carro, deixando-o mais arisco e também mais rápido, além de colocar o piloto em situações similares às quais vai encontrar na corrida.

“É desafiador pular de uma categoria para outra, especialmente em Indianápolis, porque você sente o respeito pela história e por aquele lugar. Está sendo divertido e é uma boa experiência a qual estou curtindo muito”, declarou o espanhol, que tem mais três dias de testes antes da classificação, que acontece no próximo final de semana. A corrida será dia 28 de maio.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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