Fórmula 1

Alonso afasta possível adeus: 'Poderia estar trabalhando em um mercado'

Thomas J. Russo/Reuters
Espanhol diz que prioridade é o tricampeonato na Fórmula 1; depois, pensa nas 500 Milhas Imagem: Thomas J. Russo/Reuters

Do UOL, em São Paulo

05/06/2017 17h22

Sem conquistar uma vitória na Fórmula 1 desde 2013, Fernando Alonso tem sofrido com o desempenho da McLaren nas últimas três temporadas. No entanto, aos 35 anos, o espanhol segue motivado e disposto a buscar bons resultados na categoria.

Em entrevista ao jornal Daily Mail, o espanhol afastou qualquer possibilidade de deixar de correr na Fórmula 1, apesar do desempenho recente. Segundo Alonso, o histórico como piloto sempre o credenciará a buscar vitórias e títulos, independente da equipe onde esteja ou da categoria que dispute.

“A cada vez que eu troquei de equipe, fiz porque achava que era certo. E se você olhar para trás, há 17 ou 18 anos, eu estava viajando de van com meu pai para disputar corridas de kart na Itália. Eu poderia estar trabalhando em um supermercado em Oviedo”, disse o jornal. “Hoje, venho para os Estados Unidos e vejo as pessoas me seguindo a todos os lugares”, completou.

O espanhol foi além e mostrou não ver danos a seu currículo apesar dos fracassos da McLaren. “Não estou de acordo quando dizem: ‘Que pena, Alonso deveria ter feito isso ou aquilo’. Tenho 97 pódios e ganhei dois títulos. Creio que estou indo bem”, acrescentou.

Cotado para deixar a McLaren no fim de 2017, o espanhol deixa claro que quer permanecer na Fórmula 1 em 2018. A meta, segundo ele, é deixar a categoria após conquistar mais um título. Aí depois, quem sabe, concentrar-se em uma volta às 500 Milhas de Indianápolis.

“Minha prioridade máxima é a Fórmula 1 e ganhar meu terceiro título mundial. Minha segunda prioridade é desfrutar da experiência da Indy 500”, planejou o bicampeão da F1, que admite sua frustração com o desempenho da McLaren com motores Honda.

“Estou feliz, exceto por uma coisa: a única coisa que me falta é ser competitivo. É tudo que você quer como piloto, e é frustrante quanto não acontece”, declarou.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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