Fórmula 1

Alonso se diz um piloto melhor após 500 Milhas. E dá recado para a McLaren

Brian Spurlock/USA TODAY Sports
Fernando Alonso volta à Fórmula 1 após deixar de disputar o GP de Mônaco para correr na Indy Imagem: Brian Spurlock/USA TODAY Sports

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (Canadá)

08/06/2017 14h39

Nem a quebra no motor a 20 voltas para o final das 500 Milhas de Indianápolis tirou o sorriso do rosto de Fernando Alonso. Feliz com a experiência de ter tido um bom desempenho na Indy e ter, como admitiu nesta quinta-feira no Canadá, "voltado a se sentir competitivo", o espanhol disse que está de volta neste final de semana à Fórmula 1 como um piloto melhor.

"As 500 Milhas fizeram com que eu me tornasse um piloto melhor. Você entra em um círculo vicioso ao andar sempre no mesmo tipo de carro e nos mesmos circuitos. Você se torna mais ou menos o mesmo piloto. É claro que vai desenvolvendo pequenas habilidades, mas não tem grandes lições. Isso é o mais importante".

Perguntado pelo UOL Esporte se sentiu falta de algum aspecto da Fórmula 1 enquanto esteve nos Estados Unidos, o piloto da McLaren, que faz em Montreal a sétima etapa da temporada, disse que sim. Pelo menos até ver seu substituto, Jenson Button, ter de largar dos boxes devido a uma troca de motor.

"Claro que você sente falta de algumas coisas porque você pertence a este lugar, pois já estou correndo aqui há muitos anos. Mas é claro que quando eu vi meu carro largando no pitlane… não senti mais falta de nada. Largar em Mônaco do pitlane faz com que a corrida seja muito frustrante, com o tráfego, então fiquei contente em estar tendo a experiência na Indy".

Decisão sobre futuro em setembro

Alonso afirmou logo após a corrida de Indianápolis que pretende voltar à prova ano que vem - uma chance que o piloto teria dificuldade em ter com qualquer equipe da Fórmula 1 a não ser a atual, McLaren, que tem em seu chefe Zak Brown um homem de marketing com projetos fora da categoria. Mas ainda assim o piloto deixou claro que isso não é garantia de renovação para seu contrato, que acaba ao final de 2017.

"Temos de vencer. Se estivermos vencendo antes de setembro ou algo do tipo quando tomar minha decisão, eu fico".

Questionado se isso significaria que estaria de estaria de saída, uma vez que a McLaren nem sequer marcou pontos até agora na temporada, o espanhol disse que ainda é cedo para decidir.

"Não dá para ter 100% de certeza em junho a respeito de uma decisão para o ano seguinte, então nem comecei a considerar o que fazer. O que todos queremos é vencer. Zak quer vencer e quer colocar a McLaren em condições de lutar pelo título. Eu quero o mesmo. Vim para esta equipe porque quero ser campeão do mundo e não estamos nesta posição. Se você não vir as coisas mudando, talvez você muda de projeto? É a única coisa que posso dizer agora".

Desde o início do ano, Alonso vem dizendo que só tomará uma decisão sobre seu futuro em setembro. O espanhol aguarda os próximos movimentos do mercado em um ano no qual vários contratos estão se encerrando, incluindo os de Valtteri Bottas e da dupla da Ferrari.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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