Fórmula 1

Em "ótimo dia", Massa fecha em sexto e elogia desempenho da Williams

REUTERS/Maxim Shemetov
Felipe Massa foi o sexto colocado no primeiro dia no Canadá Imagem: REUTERS/Maxim Shemetov

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

09/06/2017 17h12

O primeiro dia de treinos livres para o GP do Canadá comprovou a teoria de que a Williams tem tudo para ter um bom desempenho neste final de semana. Pelo menos do lado de Felipe Massa, que fechou a sexta-feira em sexto lugar. Já seu companheiro Lance Stroll, andando pela primeira vez em casa, foi apenas o 17º.

“É muito cedo ainda, só fizemos os primeiros treinos”, disse Massa ao UOL Esporte. “Claro que é uma pista melhor para a gente. Foi um ótimo dia, sem dúvida, em que o carro se mostrou competitivo e constante, mas é sexta-feira. Vamos esperar amanhã e especialmente domingo para comprovarmos se podemos chegar na frente destas outras equipes com as quais a gente luta.”

O brasileiro se refere especialmente à Force India, outra equipe que acredita que poderá se dar bem em um circuito no qual a pressão aerodinâmica gerada pelos carros faz menos diferença, devido a uma configuração mais focada na velocidade nas retas.

Perguntado pelo UOL Esporte sobre a dificuldade em aquecer os pneus para a volta de classificação, uma vez que quase todos os pilotos precisaram de mais de uma volta de preparação para suas simulações, Massa se mostrou satisfeito com o comportamento da Williams nesse sentido.

“É um problema para todos. Você tem de tentar entender o aquecimento do pneu, mas acho que o carro teve um comportamento positivo nesta sexta-feira em relação a isso.”

O piloto fez a simulação de corrida com o pneu ultramacio e chegou perto das 30 voltas, indicando que, no domingo, os pilotos conseguirão completar o GP com apenas uma parada nos boxes.

“Aqui tem tudo para ser uma corrida de apenas uma parada, então temos de tentar fazer o maior número de voltas com o ultramacio e ele se mostrou um pneu bem constante.”

Os pilotos voltam à pista a partir das 11h do sábado pelo horário de Brasília para a terceira sessão de treinos livres. A classificação será logo depois, a partir das 14h. Kimi Raikkonen foi o mais rápido na sexta-feira, à frente de Lewis Hamilton e do líder do campeonato, Sebastian Vettel.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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