Fórmula 1

"Não era o resultado que merecíamos", diz Vettel após prova de recuperação

Ryan Remiorz/The Canadian Press/AP
Vettel teve problemas durante o GP do Canadá Imagem: Ryan Remiorz/The Canadian Press/AP

Julianne Ceradoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

11/06/2017 18h45

Sebastian Vettel até conseguiu diminuir o prejuízo depois de se ver em último lugar nas primeiras voltas do GP do Canadá, mas não escondeu a decepção por ver sua vantagem na liderança do campeonato cair de 25 para 12 pontos com o quarto lugar em Montreal.


O alemão, que largava em segundo, perdeu terreno nos primeiros metros e se viu em um sanduíche entre Valtteri Bottas e Max Verstappen, perdendo parte da asa dianteira. A Ferrari demorou para perceber a falha, perdendo a oportunidade de mandá-lo ao box durante o período de Safety Car nas voltas iniciais. Parando com bandeira verde, o tetracampeão acabou indo para a última colocação.

“Minha largada não foi ruim e depois fiquei surpreso pelo Valtteri, não sabia onde ele realmente queria ir e achei que ele poderia ter deixado mais espaço, mas tudo bem. Daí veio o Safety Car e não percebemos que a asa estava quebrada, então não aproveitamos para ter uma parada ‘de graça’. Tivemos de trocar a asa e fomos para o último lugar”, explicou o piloto, ouvido pelo UOL Esporte em Montreal.

“Daí em diante acho que fizemos uma boa recuperação, mas é uma pena que não tenhamos conseguido mais três pontos com o pódio. Talvez o carro estivesse um pouco danificado após a quebra da asa dianteira, mas no final das contas acho que o carro estava rápido, mas não dá para comparar [com a Mercedes] porque estávamos lutando no meio do pelotão. Pelo menos foi mais divertido do que se estivesse andando sozinho na frente. Mas não é o resultado que a equipe e o carro mereciam hoje.”

Com Vettel fora da batalha e Kimi Raikkonen primeiro antecipando a parada e saindo da briga com as Mercedes, e depois com problemas de freio, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas conquistaram uma dobradinha tranquila no Canadá, fazendo com que a equipe retomasse a liderança do Mundial de construtores, com oito pontos de vantagem para a Ferrari.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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