Fórmula 1

Há 30 anos, Senna chegou no limite com Piquet e alimentou mais a rivalidade

Rogério Carneiro/Folhapress
Senna e Nelson Piquet dividem a bandeira brasileira antes do início das hostilidades entre os campeões mundiais Imagem: Rogério Carneiro/Folhapress

Do UOL, em Santos (SP)

24/06/2017 04h00

Seis títulos mundiais, 64 vitórias e 89 poles. Os números correspondem às conquistas (somadas) de Ayrton Senna e Nelson Piquet ao longo de suas carreiras na F-1. Mas praticamente com a mesma proporção que somaram triunfos nas pistas, os pilotos também acumularam rixas e desentendimentos fora delas.

E um destes inúmeros episódios já completa 30 anos: em 1987, Ayrton Senna, ainda na Lotus e sem títulos mundiais, irritou-se com o rival e chegou a dizer que não aceitaria mais críticas de Nelson Piquet, que no fim do mesmo ano viria a conquistar o seu terceiro título da F-1 – o único pela Williams, após dois pela Brabham.

“Tudo tem um limite. Tentei restabelecer um relacionamento profissional, calcado no fato de ambos sermos brasileiros, mas vivemos em países diferentes e eu não o conhecia no Brasil. Piquet fala muito, me criticou muito no ano passado. Se ele continuar tentando diminuir os meus méritos, os da minha equipe ou das pessoas que trabalham comigo, essas críticas serão rebatidas, só que com classe”, disse Senna em uma entrevista na sede do Banco Nacional, com quem na época renovou um contrato de publicidade por mais um ano.

Reprodução
Edição de 19 de fevereiro de 1987 da Folha de S. Paulo Imagem: Reprodução
A frase de Senna veio depois que um repórter pediu para ele comentar a afirmação de Piquet de que ele ganharia os motores Honda ‘de mão beijada’ após a Williams-Honda, equipe de Piquet, contribuir para o seu aperfeiçoamento durante anos. Vale lembrar que a Lotus, antes equipada com motores da Renault, adotou os motores Honda justamente a partir de 1987.

“É justamente o contrário. A mudança de motor – até o ano passado a Lotus usava o Renault – implica em um período de adaptação que pode custar várias derrotas, enquanto Piquet terá apenas de fazer pequenos ajustes”, rebateu Ayrton Senna, que na mesma entrevista ainda deu uma breve explicação do porquê das constantes rixas entre ele e Nelson Piquet.

“Piquet foi bicampeão e estava sozinho. Aí eu entrei na Fórmula 1, com mais apoio do qualquer piloto brasileiro em toda a história”, disse Senna, que viria a ser campeão mundial pela primeira vez no ano seguinte, em 1988, já pela McLaren, em dupla com Alain Prost.

Guerra declarada logo depois

Um dos desentendimentos mais marcantes entre os dois, porém, ainda estaria por vir: Senna sumiu do mapa entre o fim da temporada de 1987 e o começo da temporada 1988, época em que fazia a transição da Lotus para a McLaren. Reapareceu apenas no mês de março, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e não ‘esqueceu’ de Piquet ao justificar o sumiço. “Eu sumi para o outro lá aparecer, né, porque ele foi campeão [em 1987] e ninguém quer falar com ele, só querem falar comigo”, disse ao "Jornal do Brasil".

A resposta de Piquet, dada ao mesmo jornal, não demorou a chegar: “Senna desapareceu esses meses não foi para deixar eu aparecer. Foi para não ter que explicar à imprensa brasileira por que não gosta de mulher”. Assim estava declarada a guerra entre dois dos maiores pilotos da história do automobilismo brasileiro - e mundial.

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