Fórmula 1

Massa lamenta tráfego na segunda metade da prova; Vettel sai em silêncio

Frank Augstein/AP
Felipe Massa em ação no Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1 Imagem: Frank Augstein/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Silverstone (ING)

16/07/2017 11h25

Depois de largar da 14ª colocação no Grande Prêmio da Inglaterra, disputado neste domingo (16), Felipe Massa conseguiu pontuar ao terminar a corrida na décima colocação. O piloto brasileiro acredita que o resultado poderia ter sido ainda melhor se não fosse pelo tráfego na reta final da prova. Sebastian Vettel, por sua vez, caiu da terceira para a sétima colocação na última volta e deixou o circuito sem atender grande parte da imprensa.

De acordo com Massa, sua estratégia era “esperar” na primeira parte da corrida, já que largou na parte de trás do pelotão, e utilizar os pneus mais rápidos no trecho final. A tática, no entanto, foi atrapalhada pela presença dos carros da Force India em sua frente.

"Foi uma boa largada. Primeira parte da prova eu fiquei só esperando. A segunda, que era para ser mais rápida, eu fiquei atrás das Force India e não fiquei perto o bastante para ultrapassá-las", disse Massa.

A prova foi vencida por Lewis Hamilton, que derrubou a diferença para Vettel para apenas um ponto no Mundial de Pilotos. O alemão da Ferrari estava na terceira colocação na volta final quando teve problemas na roda dianteira direita, sendo obrigado a ir para os boxes. Com isso, caiu para a sétima posição.

Vettel só atendeu jornalistas da Alemanha e da Itália e foi embora da zona mista da sequência. Ações do tipo são bem incomuns na Fórmula 1.

"É muito triste que eu não tenha o que dizer. Tinha certeza de que os pneus estavam bons", declarou o alemão, em sua rápida passagem pela zona mista.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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