Fórmula 1

Após críticas, FIA se defende e justifica introdução do halo em 2018

Eric Alonso/AFP Photo
Sebastian Vettel testa halo na Ferrari em abril de 2016 Imagem: Eric Alonso/AFP Photo

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

27/07/2017 09h40

Depois de uma péssima recepção no mundo da Fórmula 1 para a confirmação da adoção do halo a partir da próxima temporada, a Federação Internacional de Automobilismo deu explicações na Hungria, onde a categoria realiza a 11ª etapa da temporada neste final de semana. A decisão, tomada na última quarta-feira da semana passada, pegou equipes e pilotos de surpresa, no que foi classificado por Romain Grosjean como “um dia triste para o esporte.”

Na apresentação, representantes da comissão que vem estudando maneiras de aumentar a proteção na região da cabeça desde 2011 mostraram vídeos dos testes que foram realizados. As soluções incluíram telas como o escudo, testado por Sebastian Vettel em Silverstone e sistemas de barras como o halo, mas com desenhos variados.

A aerotela foi a solução mais completa, pois tinha um halo atrás de sua tela. Porém, a FIA explicou que, no momento em que era necessário tomar uma decisão, a aerotela ainda não passava por todos os testes de impacto, diferentemente do halo. Por conta disso, a entidade reconhece que, caso os estudos com a aerotela avancem, é possível que ela seja adotada no futuro.

Simulações com acidentes
O estudo foi feito usando simulações feitas com acidentes que ocorreram nos últimos anos.  E três categorias de risco foram estudadas, como o contato entre dois carros em batidas de várias categorias, indo desde o acidente na largada do GP da Bélgica de 2012, e entre Fernando Alonso e Kimi Raikkonen na Áustria em 2015. Batidas em barreiras de pneus também foram estudadas, incluindo o de Luciano Burti na Bélgica em 2001, e quando os carros ficaram presos debaixo de barreiras de pneus, como Heikki Kovalainen no GP da Espanha de 2008. Tais estudos comprovaram que o halo suporta 15 vezes impactos deste tipo.

Mas a grande valia do halo seria evitar acidentes em que objetos externos atingem a cabeça do piloto. Segundo a FIA, estatisticamente, a possibilidade de um acidente como o de Felipe Massa na classificação do GP da Hungria voltar a ocorrer diminui consideravelmente, ainda que a entidade reconheça que ele não poderia ser totalmente evitado, pois “é uma questão de centímetros”. Também foram feitas simulações com fatalidades, como Henry Surtees na F-2 em 2008 e Justin Wilson na F-Indy em 2015.

Outros problemas
Mas a grande crítica dos pilotos é em relação à visibilidade. Em relação a isso, a FIA explicou que foram feitas comparações com o ângulo de visão de outras categorias e se disse “confortável” de que não haverá problemas. Segundo a entidade, apenas um piloto reclamou que se sentiu mal usando o halo, mas garantiu que isso será minimizado com a versão 4, que será usada em 2018.

Para a remoção, também foram feitos testes em que células de sobrevivência foram colocadas de maneira a simular capotamentos, e o “piloto” tinha 8s para sair, o que foi possível nos testes.

O diretor de prova, Charlie Whiting, acredita que as equipes tornarão o halo visualmente mais atrativo. "Há reclamações no momento, mas acho que os fãs vão se acostumar. Acho que precisamos esperar para ver. Acho que as equipes vão explorar as possibilidades que existem e o visual vai melhorar. Também não vejo motivo para que o halo não tenha publicidade."

Whiting explicou que o halo será padronizado, mas as equipes terão uma área de 20mm na qual poderão usar maneiras de desviar o fluxo de ar e melhorar a performance aerodinâmica.

O peso do halo é de cerca de 8kg e haverá mudanças nas regras para que isso seja absorvido no peso mínimo dos carros. Mas os números ainda não foram definidos. E, de acordo com Whiting, as equipes estão livres para testá-lo quando quiserem durante as sessões de treinos livres daqui até o final do ano.

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