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Fórmula 1

Honda se aproxima da Red Bull com "negociações avançadas" com time satélite

Daniel Ricciardo, piloto da Red Bull Racing, durante treino do Grande Premio do Canadá de Fórmula 1 - Tom Boland/AP
Daniel Ricciardo, piloto da Red Bull Racing, durante treino do Grande Premio do Canadá de Fórmula 1 Imagem: Tom Boland/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

07/08/2017 06h13

Depois que a Sauber anunciou que a parceria com a Honda, que começaria em 2018, foi cancelada, com o time suíço estreitando seus atuais laços com a Ferrari, a montadora japonesa vem se movimentando nos bastidores para assegurar sua permanência na F-1 independentemente da decisão da atual parceira McLaren de continuar ou não com seus motores ano que vem. E uma possibilidade que vem ganhando força nas últimas semanas pode levar o equipamento que hoje é o mais fraco da categoria à Red Bull no futuro.

A Honda vem dando fortes indicativos de que vai permanecer na categoria, com ou sem a parceria com a McLaren. O time inglês viu as negociações com a ex-parceira Mercedes esfriarem e levou uma negativa da Ferrari, negociando agora com a Renault, além de ainda existir a possibilidade real de permanecer com a Honda em 2018.

Mas os japoneses estão decididos a fornecerem motores para outra equipe, e a grande candidata é a Toro Rosso. O time satélite da Red Bull atualmente corre com os Renault.

Um entrave no negócio seria a caixa de câmbio. O projeto do motor Honda está intimamente ligado ao câmbio usado pela McLaren e a peça teria que ser vendida à Toro Rosso para evitar que o desenvolvimento comece do zero.

Mas o mais interessante dessa aproximação entre Toro Rosso e Honda, que vem ocorrendo em uma série de reuniões entre o chefe da operação japonesa Masashi Yamamoto e o consultor da Red Bull Helmut Marko, é a possibilidade da Honda equipar o próprio time principal no futuro.

A Fórmula 1 estuda a adoção de novos motores a partir de 2021 e, ainda que a Red Bull também estude tornar-se a equipe de fábrica de montadoras que vêm demonstrando interesse em entrar na categoria devido à mudança, o próprio exemplo da Mercedes, que começou cedo a trabalhar no motor que estreou em 2014 e que foi o grande responsável pelo domínio dos alemães na categoria nos anos seguintes, mostra a vantagem de trabalhar com uma montadora já com experiência na categoria.

Isso resolveria o grande problema que afastou a Red Bull das vitórias nos últimos anos: com o fim da equidade de motores, que valia até 2013, ter a prioridade de uma fornecedora de motores se tornou fundamental e, com a Renault, a Red Bull divide as atenções com a equipe de fábrica dos franceses.

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