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Fórmula 1

McLaren está perto de romper com a Honda. Mas pode não conseguir. Entenda

Reuters/Andrew Boyers
Fernando Alonso, da McLaren, durante fim de semana do GP da Inglaterra Imagem: Reuters/Andrew Boyers

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

05/09/2017 04h00

A novela da relação entre McLaren e Honda deve ser solucionada nos próximos dias, mas é difícil apostar no que pode acontecer. A equipe inglesa estaria decidida a romper com os japoneses e o anúncio é iminente, mas o que aconteceria a partir daí envolve decisões por parte da Toro Rosso e a manipulação da Federação Internacional de Automobilismo e dos donos da categoria, o grupo Liberty Media.

Os dirigentes não querem perder a Honda que, por sua vez, teria de negociar um acordo com a Toro Rosso para ter uma equipe para o ano que vem. Os japoneses, contudo, não demonstram interesse em investir um time de meio de pelotão e no qual eles não poderiam colocar um piloto japonês, algo que faz parte do projeto da fabricante. Isso porque a Toro Rosso serve como escola para o programa de jovens pilotos da Red Bull.

Do lado da McLaren, a ideia é contar com o motor Renault ano que vem, mas os franceses já deixaram claro que não terão quatro equipes no grid e, por isso, o acordo da Honda com a Toro Rosso é tão importante.

O prazo que a Toro Rosso estipulou para decidir seu fornecedor de motores para 2018 já passou no último domingo, e o fato de não ter ocorrido nenhum anúncio demonstra que a situação segue indefinida.

São vários os entraves, tanto técnicos, quanto políticos e financeiros: a caixa de câmbio que se adaptaria ao motor Honda é bem diferente da usada hoje pela Honda - e o mesmo acontece com McLaren-Renault - as demais equipes teriam de concordar com a mudança, feita depois do prazo final, e a quebra do contrato entre McLaren e Honda poderia acabar no tribunal.

Entenda o que pode acontecer com a McLaren e Honda:
Tudo segue na mesma:
Se entender que não vai conseguir um motor melhor que o Honda ano que vem, a McLaren mantém a parceria, e a Toro Rosso, a Renault. Só resta a dúvida se Fernando Alonso continuaria na equipe neste cenário.

McLaren-Renault e Toro Rosso-Honda: isso só ocorre se japoneses e franceses forem convencidos a fazer a troca e asseguraria renovação de Alonso. Rescisão entre McLaren e Honda também poderia ir parar no tribunal. Equipe pediria compensação por danos e fabricante, pela quebra de um contrato que dura até 2025.

Honda fora e McLaren-Renault, Mercedes ou até Ferrari: a equipe apostaria em uma regra que joga nas mãos da FIA a obrigação de encontrar um fornecedor de motores entre as três montadoras restantes. Isso seria feito por sorteio. Mas nada impede que a McLaren acabe com um motor defasado, pois a regra não obriga o fornecimento de uma unidade de potência nova.

McLaren tenta se livrar da Honda, mas não consegue: caso a Honda insista em continuar na F-1 - ou a FIA insista em mantê-la - o time pode ser obrigado pela federação a refazer a parceria. Isso é bastante improvável, mas a FIA pode entender que a McLaren estaria “forçando a barra” para que só haja três fornecedoras e conseguir um motor melhor.

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