Fórmula 1

McLaren estuda aproveitar novas regras para fazer motor próprio em 2021

Reuters/Andrew Boyers
Fernando Alonso, da McLaren, durante fim de semana do GP da Inglaterra Imagem: Reuters/Andrew Boyers

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

08/09/2017 05h37

Enquanto segue a indefinição sobre qual motor usará ano que vem, a McLaren já começa a estudar suas possibilidades para 2021, quando a F-1 terá uma grande mudança no regulamento dos motores.

Para 2018, o time tenta romper com a Honda e usar os Renault, em anúncio que é iminente, uma vez que já não há muito tempo para adaptar o projeto de um carro que já começou a ser feito.

Paralelamente, a McLaren estuda a possibilidade de fabricar seu próprio motor a partir de 2021. “Estamos interessados em ver como será o motor de 2021 e se podemos considerar fazer nosso próprio motor, ou se outras pessoas podem entrar com as novas regras”, afirmou o chefe da equipe, Zak Brown.

“Acho que o cenário na F-1 vai mudar de uma forma muito positiva a partir de 2021, com a introdução de limitações de gastos, uma melhor distribuição de dinheiro e novas regras de motores. Então é um pouco difícil tomar decisões antes, pois muitas coisas vão mudar.”

Brown, contudo, pressionou a FIA para que as diretrizes do novo motor sejam definidas o quanto antes, uma vez que o projeto da McLaren teria de ser desenvolvido do zero.

“Para que nós façamos nosso motor, como é algo que nunca fizemos, precisaríamos de muito tempo para nos prepararmos e muito capital investido. Consideraríamos fazer isso. Só precisamos entender a plataforma, quais são as regras e quanto vai custar. Certamente não estaríamos prontos para gastar centenas de milhões, então eles teriam de pensar em um motor economicamente viável para nós.”

A proposta inicial dos dirigentes é que o motor seja mais simples e, com isso, mais barato. Para isso, parte da tecnologia híbrida utilizada hoje seria retirada, permanecendo apenas o ERS-K (uso do calor gerado pela frenagem), em um motor bi-turbo.

À McLaren, entretanto, também interessa a entrada de outras fornecedoras, como explicou Brown. “Somos muito à favor de haver um motor independente e competitivo, que não apenas esteja lá para completar o grid. As montadoras são ótimas, mas seria saudável para o esporte, como foi no passado, ter um motor independente que as equipes possam usar caso queiram, e que ele seja competitivo. Isso é fundamental.”

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