Fórmula 1

McLaren rompe com Honda e usará motores Renault em 2018, diz site

Mark Thompson/Getty Images
Parceria da McLaren com a Honda começou em 2015 Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em Londres (ING)

11/09/2017 05h42

A McLaren vai contar com os motores Renault a partir da próxima temporada em acordo que será anunciado durante o final de semana do GP de Cingapura, de acordo com a publicação alemã Auto Motor und Sport. O site também confirma a ida da Honda para a Toro Rosso, algo fundamental para que o acordo do time inglês fosse finalizado.

A separação entre McLaren de Honda, que tinham acordo por mais sete temporadas, teria ocorrido ainda na última terça-feira, permitindo que as demais peças do quebra-cabeça se encaixassem. Como a Renault já havia avisado que não teria quatro clientes em 2018, era necessário que uma de suas atuais equipes passasse a usar o motor japonês, uma vez que havia grande pressão da FIA e do Grupo Liberty Media, que controla a F-1, para a continuidade da montadora.

O negócio teria envolvido ainda a negociação da ida de Carlos Sainz da Toro Rosso para a Renault. O espanhol há tempos negociava com os franceses, mas tinha dificuldades em conseguir sua liberação dentro do programa de jovens pilotos da Red Bull.

O site Autosport publicou recentemente que Sainz poderia estrear na Renault, no lugar de Jolyon Palmer, já no GP da Malásia, que será realizado duas semanas depois da etapa deste final de semana, em Cingapura.

O lugar de Sainz na Toro Rosso seria ocupado por Pierre Gasly, atualmente na Super Fórmula no Japão. Depois de vencer a etapa deste final de semana, o francês, que faz parte do programa da Red Bull, não descartou a hipótese de estrear já na Malásia. “Chegar na F-1 é meu sonho e vou fazer qualquer sacrifício para chegar lá. Acho que haverá algum movimento nos próximos dias e podemos ter novidades. E realmente espero que possa correr na Malásia”, afirmou.

E Alonso?

O rompimento entre McLaren e Honda, por sua vez, praticamente sela a continuidade de Fernando Alonso, que deixou claro nas últimas semanas que queria ter indicativos de melhora na performance da equipe para renovar seu contrato, que expira no final deste ano.

Já para a Honda, a troca pode ser um bom negócio: com a volta da Renault como construtora, ano passado, é natural que o foco dos franceses seja em sua própria equipe, algo que desagrada sua principal cliente, a Red Bull. Caso os japoneses, agora novos parceiros da equipe júnior da organização austríaca, consigam melhorar seu motor ou aproveitar a mudança de regulamento de 2021 para sanar seus problemas, a Red Bull pode se tornar a equipe de fábrica da Honda no futuro.

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