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Fórmula 1

Com disputa apertada, F-1 começa volta ao mundo em menos de três meses

Vladimir Rys/Getty Images
Detalhe de material da Red Bull enviado via navio para o GP do Brasil Imagem: Vladimir Rys/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Cingapura (CIN)

13/09/2017 04h00

A Fórmula 1 vive seu mundial mais disputado desde 2012, com Lewis Hamilton e Sebastian Vettel divididos por apenas três pontos após 13 etapas, e Valtteri Bottas também se mantendo perto da liderança. Mas a partir de agora, o campeonato não fica apenas disputado, como também extenuante: do GP da Itália, realizado há cerca de 10 dias, ao GP de Abu Dhabi, que encerra a temporada no final de novembro, serão 48.409 km rodados pelo globo, mais do que a Linha do Equador, que tem 40.075km.

As etapas mais distantes entre si são as duas últimas: São Paulo e Abu Dhabi estão divididas por mais de 12 mil quilômetros. Além disso, nas sete etapas que restam, a F-1 estará trabalhando em sete fusos horários diferentes, sendo que a maior mudança será do Japão para Austin, nos Estados Unidos, indo de 9h a mais em relação a Greenwich a menos 6h.

Isso não apenas é um desafio para todos os profissionais que trabalham na categoria, especialmente os mecânicos, que também são responsáveis pela montagem e empacotamento do material de prova a prova, sendo os primeiros a chegar e os últimos a sair, como também é um enorme desafio de logística.

O material é dividido: cada equipe tem cinco fretes marítimos, e cada um deles vai para Cingapura, Malásia, Japão, EUA e México. Para as duas últimas etapas, a carga que foi enviada para Cingapura vai para o Brasil, e a da Malásia fecha a temporada em Abu Dhabi. Nestas cargas, estão o material interno dos motorhomes e da montagem das garagens.

Já os equipamentos de corrida em si, além do material usado para a transmissão de imagens, que é sempre realizada pela FOM, empresa que detém os direitos comerciais da F-1,, são transportados por sete aviões 747, em um fretamento que é organizado por toda a temporada justamente pela empresa.

Isso quer dizer que muitos profissionais já estão há dias trabalhando para a etapa deste final de semana, em Cingapura: a carga aérea e marítima já chegou no último sábado, e começou a ser montada pela equipes no domingo. As primeiras atividades, contudo, serão realizadas apenas nesta quinta-feira, quando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) checa a legalidade dos carros e os pilotos têm compromissos com a imprensa.

Confira os horários do GP de Cingapura
Sexta-feira
Treino Livre 1   das 7h às 8h30
Treino Livre 2   10h30 ao meio-dia

Sábado
Treino Livre 3   das 7h  às 8h
Classificação das 10h às 11h

Domingo
Corrida 9h
 

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