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Fórmula 1

Vantagem dos motores da Mercedes após manobra não preocupa Vettel

AFP/Pool/Valdrin Xhemaj
Sebastian Vettel (Ferrari) e Lewis Hamilton (Mercedes) passam pelos boxes Imagem: AFP/Pool/Valdrin Xhemaj

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Cingapura (CIN)

14/09/2017 04h00

A decisão da Mercedes de antecipar a última atualização de seu motor do ano causou muita polêmica na Fórmula 1 nas últimas semanas, mas não preocupa sua maior rival, a Ferrari. O time italiano optou por esperar para introduzir melhoras, e embora esteja em desvantagem atualmente, acredita que pode ganhar mais na reta final do campeonato.

O quarto e último motor da Mercedes foi introduzido antes do GP da Bélgica, aproveitando uma brecha no regulamento que permitia o uso de mais óleo lubrificante no processo de combustão, algo que faz diferença especialmente em classificação. A Ferrari, por sua vez, avaliou que a vantagem não seria tão significativa e decidiu adiar a introdução do quarto motor, como explicou Sebastian Vettel.

“Não sei se esse foi o plano o tempo todo para eles, ou se eles reagiram à mudança [na regra] e adiantaram as coisas porque tinham outros problemas. Acho que nós estamos dentro da nossa meta. Obviamente sabemos que haverá uma mudança a partir de agora, mas seria bobo simplesmente deixar essa oportunidade passar, mas esse não era nosso propósito.”

Mesmo que o alemão tenha visto o rival Lewis Hamilton ganhar as duas corridas disputadas desde a introdução do novo motor e roubar a liderança do campeonato, a chefia da Ferrari segue acreditando que a decisão da Scuderia foi correta.

“Não há nenhum conflito”, assegurou Maurizio Arrivabene. “A Mercedes introduziu sua última atualização cedo, o que também traz desvantagens, porque não dá para desenvolver mais o motor ao longo da temporada e é isso que eu tenho a dizer sobre o assunto.”

A aposta da Ferrari é no motor que está sendo desenvolvido usando impressoras 3D e que não tem data para ser introduzido. Um dos problemas da Scuderia é o fato de Vettel já estar usando seu quarto e último turbocompressor desde a quinta etapa, na Espanha, correndo risco de sofrer alguma punição nas sete provas restantes.

Na Mercedes, o chefe Toto Wolff defendeu a decisão da Mercedes e reconheceu o risco de perder terreno para a Ferrari quando os italianos estrearem seu último motor.

“Acho que as coisas ganharam uma projeção maior do que deveriam. Introduzimos a última atualização antes para termos mais performance, com o risco de faltarem muitas corridas para o fim da temporada. Além disso, o desenvolvimento vai ter que parar agora e, quanto mais você demora para introduzir a última atualização, mais você pode ganhar”, avaliou.

“Nós não adotamos nossa estratégia para ganhar vantagem queimando mais óleo. E quem quiser pode perguntar À FIA qual a diferença disso e eles vão dizer que todos os motores estão basicamente iguais nesse sentido. Não sei por que isso ganhou tanta importância.”

Em um circuito que deve ser favorável para a Ferrari, os pilotos voltam à pista nesta sexta-feira para os treinos livres do GP de Cingapura.

Confira os horários do GP de Cingapura
Sexta-feira
Treino Livre 1   das 7h às 8h30
Treino Livre 2   10h30 ao meio-dia

Sábado
Treino Livre 3   das 7h  às 8h
Classificação das 10h às 11h

Domingo
Corrida 9h
 

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