Fórmula 1

McLaren rompe contrato com a Honda e usará motores Renault em 2018

Mark Thompson/Getty Images
Parceria da McLaren com a Honda começou em 2015 Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Cingapura (CIN)

15/09/2017 07h35

No papel, não era uma ideia ruim: tornar a McLaren a equipe de fábrica da Honda, retomando uma parceria de muito sucesso no passado. Na realidade, foram três anos de muitas quebras e poucos resultados, que culminaram com a decisão da equipe, anunciada hoje, de quebrar um contrato que teria mais sete anos pela frente, passando a usar os motores Renault a partir do ano que vem.

Em um acordo que foi costurado com a ajuda dos chefes da F-1, que queriam evitar a saída da Honda da categoria, os japoneses passarão a equipar a Toro Rosso pelos próximos três anos, com a expectativa de firmar parceria também com a Red Bull a partir de 2019, quando se encerra o contrato atual do time com a Renault.

"O anúncio dá a estabilidade que precisamos para avançar com nosso programa técnico para 2018 sem nenhuma hesitação. Como organização, a McLaren sempre trabalhou muito duro para formar parcerias longevas com nossos fornecedores. Estamos convencidos de que podemos valorizar a Renault Sport Racing trabalhando junto deles para tornar seu motor vencedor", disse o chefe da McLaren, Zak Brown.

A parceria McLaren-Honda, que rendeu grande domínio no final dos anos 1980 e começo dos 1990, ganhou um novo capítulo a partir da ideia do ex-CEO Ron Dennis de que a equipe só voltaria a vencer em uma F-1 voltada aos motores turbo V6 se deixasse de ser cliente de uma montadora que tivesse um time de fábrica, como era o caso da Mercedes. Isso porque os clientes geralmente contam com unidades de potência desatualizados em relação aos times principais dos alemães, Ferrari e Renault.

De fato, no único ano em que correu com motores Mercedes na era híbrida, a McLaren não passou do quinto lugar entre os construtores. Mas mal sabia que este seria seu melhor resultado dos últimos anos após fechar com a Honda.

Projeto arriscado
O projeto tinha seus riscos: os japoneses começaram o desenvolvimento de sua unidade de potência pelo menos dois anos antes dos rivais, com seu retorno à F-1 sendo anunciado em 2013. A estreia seria em 2015, um ano depois das demais fornecedoras começarem a usar seus novos motores.

Neste cenário, restava à Honda ou copiar o melhor projeto ou tentar algo completamente diferente. Os japoneses escolheram a segunda opção e tentar fazer uma unidade de potência muito mais enxuta, permitindo que a McLaren tivesse mais liberdade para explorar a aerodinâmica.

O resultado foi carro lento e pouco confiável, que começou a temporada de 2015 sendo 3s mais lento em classificação do que a Mercedes. Ao longo do ano, foram 14 quebras em 19 corridas, com o melhor resultado no GP da Hungria, em que a potência do motor é menos importante. Foi a única etapa em que a então dupla de pilotos, Fernando Alonso e Jenson Button, terminou nos pontos, em um campeonato em que o time superou apenas a nanica Marussia.

Melhora em 2016 e queda
Na temporada seguinte, a Honda voltou atrás e aumentou alguns componentes da unidade de potência, especialmente as baterias híbridas, e a situação melhorou. Mesmo assim, a McLaren terminou o campeonato em sexto e Alonso e Button amargaram 10 abandonos. Novamente, os melhores resultados vieram em pistas em que o motor é menos importante, mas boas pontuações na Malásia e nos EUA davam indícios de melhora da Honda.

Porém, com a maior liberdade dada ao desenvolvimento dos motores neste ano, enquanto os rivais davam saltos consideráveis, a Honda pareceu ter se perdido. Diferenças nos resultados das simulações e o que se via nas pistas fizeram crescer os problemas de confiabilidade e o time já soma 14 abandonos em 13 provas, sendo que Alonso só viu a bandeirada em quatro oportunidades. Além das quebras, a McLaren convive com punições por trocas de componentes do motor: Stoffel Vandoorne já está na 10ª unidade de quatro permitidas para alguns dos componentes e Alonso, na nona.

Com isso, o time pontuou em apenas duas corridas: novamente com ambos os carros na Hungria e com Alonso no Azerbaijão, em corrida na qual só 13 terminaram.

Acredita-se que a troca de fornecedor de motor seja suficiente para convencer Alonso a renovar com a McLaren, em anúncio que deve ser feito nas próximas semanas. Vandoorne está confirmado para 2018. 

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