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Fórmula 1

Depois de acordo raro, donos da F1 novo têm desafio: frear gastos dos times

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Ross Brawn é o responsável pela área técnica da F-1 Imagem: Divulgação

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Sepang (MAL)

27/09/2017 04h00

O acordo que permitiu que a McLaren rompesse com a Honda para usar motores Renault ano que vem, e que fez com que os japoneses passassem a equipar a Toro Rosso foi visto com ceticismo por meses nos bastidores da F-1. Mas, com atuação decisiva de Ross Brawn e da Liberty Media, a negociação saiu do papel.

Agora, o grande desafio é chegar a uma solução para um problema antigo da categoria: ajustar a distribuição de gastos das equipes. Todos têm seus interesses. A McLaren, que vem tendo dificuldade em atrair patrocinadores, quer a imposição de um limite de gastos.

“Falando pela McLaren, somos fãs de tetos orçamentários. Achamos que eles são importantes. A maioria dos outros esportes tem isso e é algo que iguala a competição. E reconhecemos que somos uma das equipes que têm pagamentos especiais, e que isso pode significar um comprometimento - mas sentimos que, se o esporte for mais saudável, no final isso vai nos beneficiar.”

A ideia de um teto orçamentário não é nova na F-1. Em 2009, o então presidente da FIA, Max Mosley, tentou impor um limite de gastos e isso gerou uma forte reação das equipes grandes, que ameaçaram criar uma categoria paralela. A situação atual, contudo, é bastante distinta: o teto de Mosley era de 70 milhões de dólares e hoje fala-se em 150 milhões excluindo salários de pilotos e executivos, o que as equipes consideram mais razoável.

Mas há quem acredite que isso não resolva totalmente a questão. A Red Bull e Christian Horner sempre foram contra um teto por acreditarem que equipes ligadas a montadoras, como Ferrari, Mercedes e Renault, poderiam esconder seus gastos facilmente. E, por conta disso, pressionam para que o corte seja feito por meio do uso de peças padronizadas.

“O problema é que, se você introduzir um teto com o regulamento atual, as equipes vão contratar vários contadores e vai se tornar um campeonato de maneiras espertas de burlar isso. Então acho que o mais eficaz seria cortar gastos por meio do regulamento técnico. E é claro que outro ponto-chave é o motor. Então acho que primeiro precisamos rever o regulamento e, depois introduzir algum tipo de teto”, defende Horner.

As montadoras, por sua vez, querem um meio-termo. A grande reclamação é em relação ao preço do desenvolvimento dos motores - e isso deve ser o principal ponto discutido na definição do novo motor que a F-1 terá a partir de 2021.

“Eu concordo que, se houver qualquer tipo de controle de gastos por meio das regras isso também teria de incluir o motor - não só o custo dele em si mas também seu desenvolvimento. Não conseguimos fazer isso até o momento”, disse Cyril Abiteboul, chefe da Renault. “E tenho visto que isso é algo que Ross Brown e a Liberty Media estão levando muito, muito a sério.”

Uma proposta concreta, contudo, precisa ser feita nos próximos meses. Afinal, os contratos das equipes para participar do campeonato, o que inclui o atual sistema de pagamentos, termina em 2020. E se os novos contratos de fato vierem junto de mudanças regulamentares, especialmente de motores, é preciso que se chegue a um acordo pelo menos até o fim do ano que vem.

Horários do GP da Malásia

28/09, quinta-feira
Treino Livre 1   23h às 00h30
29/09, sexta-feira
Treino Livre 2   3h às 4h30
30/09, sábado
Treino Livre 3   3h00 às 4h00
Classificação 6h00 às 7h00
1º/10, domingo
Corrida 4h00

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