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Desmotivado, Alonso abre nos EUA temporada de aventuras fora da Fórmula 1

Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso, da McLaren, no paddock de Baku, no Azerbaijão Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo

05/01/2018 04h00

Fernando Alonso irá para a 17ª temporada na Fórmula 1, mas a categoria que o consagrou como bicampeão mundial não o satisfaz mais como antes. Desde 2017, quando os problemas da McLaren com os motores da Honda arruinaram suas pretensões no campeonato, o espanhol estuda alternativas para recuperar a motivação e se sentir competitivo.

Já nos primeiros dias de 2018, Alonso começará a experimentar outra de suas aventuras fora da Fórmula 1. A partir desta sexta-feira (5), o piloto participará de três dias de testes coletivos para as 24 Horas de Daytona, nos Estados Unidos, uma das mais tradicionais corridas de Endurance do mundo. Ele fará parte da United Autosports, equipe que pertence a Zak Brown, diretor-executivo da McLaren.

Por ser uma prova de longa duração, o espanhol de 36 anos dividirá o cockpit com outros dois pilotos: os britânicos Lando Norris e Phil Hanson, ambos com metade da idade de Alonso, 18 anos. O outro carro da escuderia terá como líder o brasileiro Bruno Senna.

“Sair da minha zona de conforto ao participar de uma corrida tão icônica como as 24 Horas de Daytona é simplesmente incrível", exaltou Alonso, em entrevista pré-testes. "É um verdadeiro prazer voltar a pilotar nos Estados Unidos. Em menos de um ano, terei competido em duas corridas lendárias, o que me deixa orgulhoso", completou.

Em 2017, desanimado com a falta de confiabilidade do carro da McLaren, Alonso abriu mão de disputar o GP de Mônaco e decidiu participar, no mesmo dia, em 29 de maio, das 500 Milhas de Indianápolis, a mais icônica das etapas da Fórmula Indy. Liderou a prova por 27 voltas, mas foi forçado a abandonar faltando 21 voltas para o fim, com problema no motor Honda, o mesmo que, naquele período, o estava impedindo de somar pontos na Fórmula 1.

Alonso gostou tanto da experiência que confirmou presença na edição deste ano da Indy 500, além de migrar também para o Endurance. Depois de Daytona, o espanhol irá disputar a lendária 24 Horas de Le Mans, em junho, na França.

O objetivo maior, no médio prazo, é tornar-se o segundo piloto da história a completar a Tríplice Coroa do automobilismo - vencer GP de Mônaco, 500 Milhas de Indianápolis e Le Mans. Apenas o britânico Graham Hill, bicampeão mundial de Fórmula 1 (1962 e 1968), obteve o feito.

Em três temporadas com a McLaren, a melhor posição de Fernando Alonso no Mundial de Pilotos foi o décimo lugar de 2016. No campeonato passado, ficou em 15º, somando os primeiros pontos apenas na nona etapa, no Azerbaijão, em que chegou na nona posição.

Como o maior causador dos insucessos era o motor da Honda, o piloto ameaçou não renovar contrato com a escuderia britânica para 2018, mas o rompimento com a montadora japonesa, seguido do anúncio da parceria com a Renault, reverteram a situação.

Mas o que faz os olhos de Alonso brilharem em seu futuro como piloto, no entanto, a Fórmula 1 não é mais capaz de oferecer.

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