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Fórmula 1

Atrasar para o hino e excesso de velocidade: F-1 tem suas punições bizarras

Getty Images/Dan Istitene
Atrasar para o hino nacional rende "cartão amarelo" na F-1 Imagem: Getty Images/Dan Istitene

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

26/01/2018 04h00

Punições por trocas de motor ou de câmbio e por ter causado acidentes são comuns na Fórmula 1 e geram a perda de posições no grid de largada. Mas existem pelo menos duas dezenas de outras infrações que podem levar pilotos a largarem mais atrás nas corridas. E algumas delas são bastante curiosas.

Como atrasar para a execução hino logo antes da largada ou para a reunião de pilotos com o diretor de provas, o que acontece sempre às sextas-feiras após os treinos livres, por exemplo.

Ano passado, três pilotos receberam reprimendas por atrasarem-se para o hino nacional - Daniel Ricciardo e Sergio Perez na China e Sebastian Vettel no Japão. Tal punição funciona como uma espécie de cartão amarelo da Fórmula 1 e, se um piloto levar três reprimendas em um ano, perde 10 posições no grid de largada.

Na temporada anterior, Lewis Hamilton passou dois terços da temporada “pendurado” - recebeu reprimendas na terceira e quarta etapas - por duas falhas que, à primeira vista, parecem inofensivas. Na terceira etapa, no Bahrein, o piloto deu ré nos boxes e levou a reprimenda mesmo argumentando que os fiscais não indicaram com precisão onde ele tinha de parar seu carro após conquistar a pole. Na etapa seguinte, na Rússia, levou outro “amarelo” ao sair da pista na classificação em determinado ponto do circuito e não voltar passando por fora de uma espécie de cone instalado em alguns trechos para aumentar a segurança.

Na época, o inglês disse que chegou a considerar receber uma terceira reprimenda de propósito no GP da Bélgica, quando já sabia que largaria em último por uma troca de motor. Assim, zeraria seus “cartões amarelos”. Porém, achou que “não seria uma ideia muito inteligente porque poderiam decidir que eu pagaria a punição na corrida seguinte.”

Eram vários os riscos de Hamilton receber a terceira reprimenda. Além das infrações já citadas, rendem punições do tipo ultrapassar a linha branca na entrada ou saída dos boxes, não parar na balança para checagem quando instruído pelo fiscal, pilotar devagar demais na visão dos comissários, demorar para colocar o carro no parque fechado após uma classificação ou corrida, passar no sinal vermelho no pitlane e dar carona para outro piloto.

Pesando no bolso
Outra curiosidade do sistema de punições da Fórmula 1 são as multas. A mais conhecida é a multa por excesso de velocidade nos boxes, que varia de acordo com a diferença entre as velocidades registrada e permitida: o regulamento prevê uma multa de 100 euros (pouco menos de 400 reais) para cada quilômetro acima do limite - que é de 80km/h em circuitos normais e 60km/h em pistas de rua - até o máximo de 1000 euros (3.940 reais).

Mas há outras maneiras dos times ficarem devendo para a FIA: ano passado, a Williams foi multada em 25 mil euros (98.500 reais) por não avisar que Lance Stroll tinha trocado o câmbio antes do GP da Austrália. Na Espanha, a Force India recebeu multa semelhante por irregularidades na colocação dos números nos carros.

A Williams foi a campeã das multas em 2017, ainda que a maioria tenha sido revogada - a FIA costuma “perdoar” as dívidas por 12 meses se não houver reincidência: em duas ocasiões, contudo, o ex-time de Felipe Massa usou pneus errados durante os treinos livres e levou 10 mil euros de multa. Já liberar o piloto com um pneu mal apertado dá 5 mil euros (19.700 reais) de multa.

 

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