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Fórmula 1

Ex-chefe da Fórmula 1 é acusado de xenofobia em panfleto da década de 60

Reuters
Max Mosley, ex-presidente da FIA Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo

28/02/2018 12h04

O ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley é acusado de ter divulgado panfletos em 1961 de cunho racista e xenofóbico. Os documentos foram revelados pelo jornal inglês “Daily Mail”. No material levantado, o ex-chefão da F-1 pedia para que os britânicos se mobilizassem para impedir que “negros trazendo doenças” chegassem ao Reino Unido.

Mosley comandou a FIA de 1993 a 2009.

O panfleto, produzido por Mosley na década de 60, apoiava um candidato parlamentar que buscava deter o êxodo de imigrantes ao país. O candidato era aliado do pai de Max Mosley, Oswald Mosley.

Para reforçar campanha para seu aliado, Mosley dizia no panfleto que “imigrantes coloridos” traziam turbeculose, lepra e outras doenças, aumentando o risco de contágio com o povo local.

“Proteja sua saúde. Não há checagem médica desses imigrantes. Tuberculose e outras terríveis doenças, como a lepra, irão aumentar. Imigrantes de cor são ameaças à saúde de seus filhos”, diz o panfleto.

Indagado pelo “Channel 4 News” sobre o conteúdo do panfleto, Mosley foi evasivo. Ele disse não se recordar exatamente do teor do documento, mas não considera que havia sido ofensivo.

“Eu não quis dizer que os imigrantes traziam lepra”, disse.

A repórter insiste reproduzindo trecho do panfleto em que alertava sobre riscos de lepra com a chegada de imigrantes.

Mosley respondeu: “Absolutamente, mas não é isso”.

Em seguida, ele diz: “Sim, eu creio que isso seja racista. Eu irei conceder completamente”

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