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Fórmula 1

Diretor da Williams admite que dupla inexperiente de 2018 não é a ideal

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

16/03/2018 04h00

A Williams foi a última equipe a fechar sua dupla de pilotos para esta temporada da Fórmula 1 e recebeu muitas críticas ao anunciar que Lance Stroll faria seu segundo ano na categoria ao lado do estreante Sergey Sirotkin, naquela que é considerada uma das combinações mais fracas do grid. E até o diretor técnico da equipe admite que o time fez o melhor que podia com as opções que tinha em mãos em janeiro, quando tomou sua decisão.

“Defendo nossa escolha porque foi a melhor dupla que conseguimos criar dentro das possibilidades que tínhamos”, afirmou Paddy Lowe em entrevista exclusiva ao UOL Esporte. “Claro que tenho que classificar isso porque obviamente não estamos jogando Fantasy Racing aqui, onde eu poderia escolher Lewis Hamilton e Sebastian Vettel por exemplo.”

A novela da definição da dupla de pilotos para 2018 começou ainda no meio do ano passado. Stroll, que iniciou o ano deixando muito a desejar e só marcou seu primeiro ponto na sexta etapa, estava garantido por contrato.

“Lance já tinha contrato para 2018 e, sim, ele teve alguns momentos difíceis ano passado, mas também teve bons resultados e você só pode melhorar quando se desenvolve como piloto. Nosso único pódio do ano passado foi com ele e nós fomos a única equipe fora o top 3 a conseguir isso. Então acho que a expectativa é boa para Lance nesta temporada”, acredita Lowe.

Com o canadense garantido, a Williams passou a pesar fatores financeiros e de performance na busca pelo segundo piloto, dando início a uma série de especulações.

Divulgação
Imagem: Divulgação
Felipe Massa chegou a tentar permanecer no time, mas decidiu anunciar a aposentadoria definitiva quando se viu com poucas chances e com a situação indefinida antes do GP do Brasil, deixando o caminho aparentemente livre para Robert Kubica, que buscava convencer a Williams de que tinha condições de voltar ao grid após sete anos afastado por uma lesão.

Mas o que parecia ser um teste de confirmação para o polonês em Abu Dhabi, logo após o final da temporada 2017, acabou sendo uma oportunidade do novato Sergey Sirotkin, então piloto de testes da Renault, mostrar serviço. E o russo de 22 anos acabou ficando com a vaga em parte pelo desempenho na ocasião, e em parte pelo patrocínio, três vezes maior que o de Kubica, que acabou ficando com o papel de piloto de testes.

Mesmo que a decisão tenha sido também financeira - e o próprio Stroll também traz dinheiro para o time - Lowe defendeu a decisão.

“No caso de Sergey, as pessoas não o conhecem. Então acho que as pessoas têm de respeitar nosso processo de tomada de decisões. Optamos por uma dupla jovem e empolgante e a F-1 precisa disso. Tomamos a melhor decisão que podíamos.”

A temporada de 2018 da Fórmula 1 começa dia 25 de março, com o GP da Austrália.

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