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Fórmula 1

F-1 diminui troca de motor no ano e equipes já planejam forçar punições

Dan Istitene/Getty Images
McLaren foi equipe que mais sofreu com punições nos últimos anos Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Melbourne (AUS)

21/03/2018 04h00

As punições pela troca de componentes de motor se tornaram comuns especialmente na segunda metade da temporada de 2017 da Fórmula 1, com a McLaren liderando o número de posições perdidas no grid, com quase 400. No campeonato que começa neste final de semana, na Austrália, as regras para o uso dos motores estão mais rígidas, e as equipes já começam o ano planejando onde vão sofrer suas punições.

Até o ano passado, cada piloto tinha direito a quatro unidades de potência, que são compostas por motor de combustão, turbocompressor, MGU-H, MGU-K, bateria e central eletrônica. Em 2018, cada um terá à disposição três unidades dos três primeiros componentes, e apenas duas dos três últimos.

Em termos de confiabilidade em si, o diretor técnico da Renault, Bob Bell, garante que não se trata de um desafio tão grande assim do ponto de vista técnico, ainda que tenha pesado no bolso dos fabricantes.

“Fizemos mudanças no carro para que possamos nos adaptar a estes novos limites. E os motores também tiveram de ser desenhados para terem uma vida útil maior e tiveram de ter todas essas peças revalidadas, o que custou muito tempo e muito dinheiro. E quem gastou isso foram os fabricantes, porque isso não pode ser repassado para os clientes, que acabaram tendo um acordo melhor porque vão ter menos motores para comprar”, apontou ao UOL Esporte o dirigente, lembrando que o regulamento prevê um teto no preço dos motores fornecidos.

Mas isso não significa que as equipes farão todo o esforço possível para chegar ao final do campeonato mais longo da história, com 21 etapas, tendo usado apenas três unidades de potência: é esperado que o uso dos motores ganhe ares estratégicos e pelo menos Renault e Honda já admitem que vão usar mais do que três unidades na temporada. Isso, para garantir que peças mais novas e desenvolvidas possam ser usadas na parte final do ano.

“Em determinado momento vamos ter de descobrir se será melhor largar com uma nova unidade de potência do fim do grid ao invés de usar um motor que terá já 3000 a 4000 quilômetros rodados, já que você começa a perder potência depois de cem ou duzentos quilômetros”, reconheceu Franz Tost, chefe da Toro Rosso, única equipe a usar o motor Honda.

A possibilidade de escolher pistas em que a ultrapassagem é mais fácil para estrear motores mais desenvolvidos deve ser usada também por Mercedes e Ferrari. Ano passado, nem mesmo os postulantes ao título, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, conseguiram completar as 20 corridas com quatro unidades de potência.

Horários do GP da Austrália
Quinta-feira
Treino livre 1: 22h

Sexta-feira
Treino livre 2: 2h

Sábado
Treino livre 3: 0h
Classificação: 3h

Domingo
GP da Austrália: 2h10

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