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Fórmula 1

Aposta da Ferrari, neto de Fittipaldi mira F-1 e relata conselhos do avô

Arquivo Pessoal
Enzo Fittipaldi tem contrato com a Ferrari e disputará as F-4 alemã e italiana Imagem: Arquivo Pessoal

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

02/04/2018 04h00

Enzo Fittipaldi tem 16 anos e é um dos nove jovens pilotos de base bancados pela Ferrari. Neto do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, o adolescente integra projeto de desenvolvimento da escuderia italiana rumo à Fórmula 1.

Ao UOL Esporte, Enzo conta que o avô acompanha de perto todas as fases deste começo no automobilismo. Pelo celular, Emerson manda seus recados.

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Imagem: Arquivo Pessoal

“Eu falo muito com meu avô. Ele sempre me liga antes das corridas e dos treinos para me dar dicas de preparação para as corridas. O meu avô fala muito de preparação mental e física. Ele está sempre sempre assistindo. Depois das corridas, ele também me liga para dizer onde posso melhorar e o que fiz de bom”, disse Enzo.

Em 2018, o caçula da família Fittipaldi correrá simultaneamente nas Fórmulas 4 alemã e italiana. Na teoria, para chegar à F-1, um piloto da F-4 teria de passar ainda pela GP3 e F-2.

Alguns alunos da Academia Ferrari alcançaram a F-1: Sergio Perez, Lance Stroll e Jules Bianchi. Enzo Fittipaldi mora próximo a Maranello (cidade italiana reduto da escuderia) e segue rotina de treinamentos coordenada pela Ferrari.

Enzo nasceu em Miami, nos EUA, mas tem dupla cidadania (norte-americana e brasileira). No macacão e em competições, Enzo usa a bandeira do Brasil.

Confira mais trechos da entrevista com Enzo Fittipaldi:

Como é sua rotina de treinos na Ferrari?

“Tem que seguir uma agenda de atividades diárias. A ideia é que a gente já sinta o ambiente da Ferrari. Fazemos simuladores com engenheiros da Ferrari por pelo menos 4 horas diárias. Isso ajuda muito a conhecer pistas que você nunca guiou. É bom para saber as curvas e importante na preparação antes de ir pra corrida. Além disso, faço muito treino físico, principalmente pescoço e abdominal, para chegar preparado para as corridas”.

Você tem contato com Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen?

“A agenda apertada dificulta muito para ver e falar com eles. Mas eu vejo eles. De vez em quando dá para falar um pouquinho. Mas é bem difícil”.

A ausência de brasileiros na Fórmula 1 de alguma forma te pressiona a buscar espaço na categoria?

“Não penso assim. Creio que isso ocorrerá naturalmente. Meu sonho sempre foi chegar à F-1 e ser campeão. Acho que consigo chegar lá com muita dedicação, não sei quando. Mas tenho certeza que trabalhando muito eu chegarei lá”

Para 2018, quais os planos na base?

“Ano passado foi meu primeiro ano na Academia Ferrari. Foi muito positivo e ganhei muita experiência para 2018. Estou aprendendo o máximo possível e me preparei para esse ano disputar as Fórmulas 4 da Itália e Alemanha. Ainda não começaram a disputa.

Você nasceu nos EUA, mas representa o Brasil nas competições? Por que você decidiu representar a bandeira nacional?

"Por toda a história do meu avô, pelo orgulho da tradição do Brasil no automobilismo e por me sentir brasileiro. E sou muito fã do Ayrton Senna".

Como conciliar a vida profissional e pessoal?

“Sendo um piloto profissional, é normal ter que abrir mão de algumas coisas. Mas vejo os mecânicos e engenheiros como se fossem meus amigos. Eles contam piadas, dão risadas. Eu também tenho amigos na escola. Acho que tenho vida normal sendo piloto. Fico muito com minha família, vejo meus amigos quando posso”.

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