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Fórmula 1

Ferrari dominou classificação, mas Mercedes aposta em ritmo de corrida

REUTERS/Aly Song
Vettel, da Ferrari, vai largar na primeira posição no GP da China Imagem: REUTERS/Aly Song

Julianne Cerasoli

Colaboração para UOL de Xangai (China)

14/04/2018 15h10

Era uma pista teoricamente perfeita para a Mercedes, e com um clima frio, algo que também tem ajudado o time na briga com a Ferrari nos últimos anos. Mas, ainda assim, a Ferrari fechou novamente a primeira fila na classificação para o GP da China, e de quebra com uma vantagem grande, de mais de meio segundo, que surpreendeu até a própria equipe italiana. E nada disso foi uma coincidência.

Desde os testes de pré-temporada, a Mercedes vem trabalhando em seu ritmo de corrida, o ponto fraco do time ano passado, e pouco andou com os compostos mais macios. O resultado, pelo menos neste início de ano, tem sido uma deficiência de aderência em classificação, o que, somado à melhora do motor ferrarista, está fazendo com que as grandes forças dos carros prateados se tornem suas maiores fraquezas nesta temporada.

Quarto colocado no grid  em Xangai, Lewis Hamilton já percebeu isso. “No final do treino achei que nossos pneus estavam funcionando, mas não havia aderência. Então a vantagem deles é por causa do pneu e parte também porque eles melhoraram o motor”, avaliou.

A Mercedes já esperava perder na classificação para a Ferrari, ainda que não por tamanha margem, e se preparou para o final de semana visando fazer uma parada, largando com os macios e fazendo a segunda parte da prova com os médios. O time italiano, porém, percebeu a tática e também fez o Q2 com os macios, copiando a estratégia da Mercedes.

Na corrida, portanto, o plano inicial do pole Vettel, do segundo Raikkonen, do terceiro Bottas e do quarto Hamilton é fazer os pneus macios durarem o bastante no início para conseguir executar a estratégia de uma parada. Isso seria fácil com os 12 graus da pista deste sábado, mas deve ser mais complicado no domingo, quando a previsão é de 18ºC de temperatura de ar e sol.

“Temos que ver como o clima vai ficar. O sol deve aparecer e o asfalto deve ficar mais quente e isso pode mudar o comportamento do carro. Acho que acertamos o carro prevendo isso. Se vai funcionar, veremos”, apontou Vettel, líder do campeonato com 17 pontos de vantagem para Hamilton.

Há, ainda, um terceiro fator. A Red Bull não está andando no ritmo das rivais neste final de semana, especialmente pela deficiência, maior do que a esperada, do motor Renault. Mas Verstappen, em quinto, e Ricciardo, sexto, vão largar com o pneu ultramacio, muito mais aderente, e podem se colocar entre as Mercedes e Ferrari.

“Acho que eles vão fazer uma parada pelo jeito”, avaliou Ricciardo. “Nós temos a opção de fazer duas paradas. Nosso pneu deve dar mais aderência na largada e isso deve ser bom. Se não der certo, podemos escolher duas paradas e vamos ser mai rápidos que eles no final.”

Terceira etapa do campeonato, o GP da China tem largada às 3h10 da madrugada de domingo, pelo horário de Brasília. As duas primeiras corridas do ano foram vencidas por Sebastian Vettel.

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