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Fórmula 1

Mercado de 2019 espera Ricciardo e Alonso. Brasileiros têm chances remotas

Claude Paris/AP
Vettel poderia exercer seu poder de veto na Ferrari contra Ricciardo Imagem: Claude Paris/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

06/06/2018 04h00

A temporada da Fórmula 1 sequer chegou em sua metade mas as especulações sobre o mercado de pilotos para o próximo ano já começaram, especialmente porque há a possibilidade real de vagas cobiçadas se abrirem. Afinal, há pilotos nas cinco primeiras colocadas do mundial com contratos que se encerram no final de 2018. Mas uma possível dança das cadeiras depende muito de dois pilotos: Daniel Ricciardo e Fernando Alonso. As chances de algum brasileiro estar na categoria ano que vem, contudo, são pequenas.

As possibilidades são várias: na Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas têm contato apenas até o fim de 2018, mas a definição do contrato do inglês é uma questão de tempo - tanto o piloto, quanto seu chefe Toto Wolff já deixaram claro que a discussão é baseada na duração do novo acordo, de dois ou três anos - e a renovação do finlandês deve acontecer pelo bom clima interno e porque o próprio Wolff ganha uma parcela dos contratos do piloto.

Isso fecharia uma das portas para Ricciardo, que ganhou visibilidade no mercado depois do bom início de ano, com duas vitórias nas seis primeiras etapas. O australiano nunca escondeu a vontade de ir para a Ferrari, mas não seria bem-vindo em Maranello por Sebastian Vettel, embora publicamente o alemão negue qualquer tipo de veto a seu ex-companheiro de Red Bull.

Seja como for, Vettel pode ter um novo companheiro, ainda que Kimi Raikkonen tenha se oferecido para ficar. O finlandês, que completa 39 anos em outubro, diz que já informou ao time o que quer para 2019, mas reconheceu que a decisão está fora de seu alcance. Caso Ricciardo seja realmente vetado por Vettel, sobram poucas opções para a Ferrari, que está preparando Charles Leclerc para o posto de titular. O monegasco vem fazendo uma boa temporada de estreia, mas ainda estaria “verde” para a Scuderia.

Na Red Bull, Ricciardo teria de esperar a definição do fornecimento de motores, uma vez que o time tem contrato com a Renault apenas até o final do ano. O chefe Christian Horner disse que o time está “a mais ou menos um mês” de decidir entre estender o atual contrato ou apostar na Honda para 2019. “Primeiro resolveremos isso e depois veremos o que faremos em relação à dupla de pilotos.”

É do interesse da Red Bull manter Ricciardo ao lado de Verstappen, que tem mais dois anos de contrato, mas o australiano já indicou querer pelo menos um aumento de salário para colocá-lo no mesmo nível do companheiro. Mas sua avaliação também passa por outros fatores: a F-1 viverá uma grande mudança de regulamento em 2021, e é importante posicionar-se bem no mercado.

Foi o pulo do gato que Hamilton deu em 2013, ao trocar a McLaren pela Mercedes. O time sequer tinha vencido pela primeira vez quando o inglês fez esta opção, mas passou a dominar a partir da mudança de regras de 2014.

Isso abre outras possibilidades: a Renault, equipe que mais vem crescendo nos últimos 18 meses após um extenso investimento feito pela montadora, e a própria McLaren.

No time francês, Nico Hulkenberg faz o segundo de seus três anos de contrato, mas Carlos Sainz está emprestado pela Red Bull apenas até o fim do ano.

Já na McLaren, está a outra chave do mercado: Fernando Alonso. O espanhol avalia sua permanência na F-1 após um início de ano decepcionante da equipe após a troca do motor Honda pelo Renault. O chefe Zak Brown, contudo, já indicou qual sua estratégia para pelo menos manter o bicampeão longe dos rivais. “Acho que ele vai continuar pilotando depois que encerrar a carreira na F-1, então se estivermos disputando outras categorias, claro que vamos querer ter Fernando em nosso carro.” Atualmente, a McLaren estuda a entrada na F-Indy, além de corridas de endurance.

Há outras vagas que podem ser abertas, como de Romain Grosjean na Haas e de Brendon Hartley na Toro Rosso. As possibilidades de algum brasileiro ocupar alguma delas, contudo, é remota. Piloto mais próximo da F-1, Sergio Sette Camara vem conversando com algumas equipes, mas já deixou claro que só dará o passo seguinte após a F-2 caso isso não dependa exclusivamente de seus patrocinadores. “Não quero chegar na F-1 para ficar um, dois anos, e daí acabar o dinheiro. Tem que ser por mérito”, disse ao UOL Esporte.

Já Pietro Fittipaldi chegou a negociar com a Haas para testar com a equipe no final de julho, mas o acidente sofrido na classificação das 6h de Spa no início de maio protelou seus planos.

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