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Fórmula 1

Equilíbrio e quatro na briga pela vitória: o que esperar do GP do Canadá

Mark Thompson/Getty Images
Sebastian Vettel e Max Verstappen se cumprimentam após a classificação do GP do Canadá Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

10/06/2018 04h00

Três pilotos de três equipes e motores diferentes nas três primeiras colocações do grid - e separados por pouco menos de três décimos de segundo. Não é à toa que o GP do Canadá tem largada neste domingo (10), às 15h10 (horário de Brasília), com um cenário totalmente indefinido.

São vários os fatores que corroboram para isso: as longas retas do circuito Gilles Villeneuve tornam as ultrapassagens menos difíceis, e os muros próximos significam que existe uma chance de 80% do Safety Car ser acionado. Além disso, as simulações de corrida da Ferrari do pole position Sebastian Vettel, da Mercedes do segundo colocado Valtteri Bottas e da Red Bull do terceiro Max Verstappen foram muito semelhantes nos treinos livres.

Voltando à pole pela primeira vez desde o GP do Azerbaijão, no fim de abril, Vettel destacou a melhora do carro da Ferrari ao longo do final de semana, algo que também é característico de Montreal, onde é importante ler a evolução da pista, já que o circuito Gilles Villeneuve tende a mudar bastante por não ser usado no restante do ano.

“Tenho meus motivos para ter feito a pole”, destacou Vettel. “E acho que estamos largando com o pneu certo. Mesmo assim, é uma corrida longa, então veremos. Em termos de ritmo de corrida, como vimos várias vezes nesse ano, está muito perto entre as três melhores equipes. Mas, se você faz a pole, você quer vencer.”

As análises dos treinos livres, contudo, apontam a Mercedes como o carro com ritmo ligeiramente mais forte, ainda que Lewis Hamilton, que não teve uma boa classificação e vai sair só em quarto, demonstre preocupação.

“Nossa simulação de corrida foi boa na sexta-feira, mas nosso ritmo em uma volta lançada também tinha sido e mudamos um pouco o carro antes da classificação, então não sei o que vai acontecer.”

Guerra de estratégias
Outro fator que joga pimenta na corrida é a estratégia. As Ferrari e as Mercedes vão largar com o pneu ultramacio, visando fazer apenas uma parada e evitando o pneu hipermacio, que apresentou muita degradação nos treinos livres. A Red Bull, por outro lado, vai largar com o hipermacio e deve fazer duas paradas, tática que Vettel disse não entender.

“Não acho que o hipermacio é um pneu bom para a corrida e fiquei um pouco surpreso pela escolha da Red Bull, mas acho que eles têm os motivos deles.”

Daniel Ricciardo, que larga em sexto, explicou a decisão ao UOL Esporte: “Primeiro, sentimos que cuidamos melhor dos pneus que os demais. Segundo, mesmo que Max tenha liderado todos os treinos livres, sabíamos que a pole seria muito difícil, que faltaria velocidade. Então sabíamos que teríamos que fazer ultrapassagens nas primeiras voltas. Então pensamos que, se pudermos ter uma vantagem na largada, com esse pneu mais aderente, isso pode nos dar posição de pista e isso será suficiente para nos colocar na briga.”

Ricciardo é o terceiro no campeonato, que tem Vettel em segundo e Hamilton em primeiro, com 14 pontos de vantagem.

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