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Fórmula 1


Derrota na Bélgica foi chave para carro da Mercedes superar o da Ferrari

Divulgação/Mercedes
Mercedes de Lewis Hamilton no GP de Sochi Imagem: Divulgação/Mercedes

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Sochi (Rússia)

2018-10-02T04:00:00

02/10/2018 04h00

Os últimos meses do campeonato da Fórmula 1 estavam sendo marcados por uma mesma tônica: a Ferrari parecia ter o melhor carro (ainda que a diferença não fosse muito grande em relação à Mercedes), mas erros da equipe e de Sebastian Vettel estavam abrindo caminho para Lewis Hamilton, que vem fazendo ano irrepreensível, somar pontos importantes.

Mas algo parece ter mudado nas duas últimas provas: a Mercedes recuperou sua antiga vantagem na classificação e usou isso para controlar a corrida na Rússia e em Cingapura. Segundo o chefe do time alemão, Toto Wolff, foi uma derrota acachapante na Bélgica, no final de agosto, que mostrou o caminho aos engenheiros.

“Nosso maior aprendizado foi em Spa. Perdemos a corrida e sabíamos o porquê. Tínhamos muita dificuldade na chicane e na La Source. Isso nos deu uma pista do que precisávamos melhorar. Fomos para Cingapura para ver se a pista estava certa. E estava. E é claro que, do lado do motor, estreamos um motor novo em agosto e começamos a entendê-lo. Isso ajuda.”

A mudança que teria sido o pulo do gato da Mercedes estaria nas rodas, que ganharam ranhuras diferentes que ajudam o calor dos freios a se dissipar melhor, algo fundamental para deixar os pneus dentro de sua janela de temperatura. Na primeira metade do ano, era normal a Mercedes sofrer com o superaquecimento dos pneus.

Mas Wolff garante que o salto não foi resultado de apenas uma mudança.

“Acho que não dá para apontar apenas um fator e dizer que eles perderam velocidade de reta ou que entendemos melhor nosso carro. São pequenos ganhos que contribuem para ganhar tempo de volta”, opinou.

“Em termos de potência, a Ferrari ainda parece ter uma pequena vantagem. Acho que entendemos melhor o carro e os pneus nas últimas duas corridas. Cingapura sempre foi nosso calcanhar-de-Aquiles e trabalhamos duro para compreender o porquê. Por isso melhoramos nosso ritmo. O mesmo aconteceu na Rússia: tivemos dificuldades ano passado. Desta vez conseguimos ir bem.”

Para Vettel, a explicação é bem mais simples: a vantagem da Ferrari simplesmente nunca foi tão grande quanto a Mercedes e Hamilton vinham fazendo questão de frisar. “Acho que sempre esteve muito apertado. Acho que o lado de lá foi muito bem em comunicar que eles tinham um carro pior, mas não acho que esse era o caso. Temos um carro forte, sabemos disso.”

Com uma desvantagem de 50 pontos em relação a Hamilton e 125 pontos ainda em jogo, o alemão segue confiante de que ainda pode dar uma virada no campeonato.

“Se nós formos muito bem nessas cinco próximas corridas, ainda podemos colocá-los sob intensa pressão. Acho que é muito simples: estando onde estamos, temos de maximizar tudo.”