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Fórmula 1


Lanterna na F1, Williams é vice-líder em campeonato "paralelo" na categoria

Thomas Peter/Reuters
Carro de Robert Kubica tenta se aproximar de George Russell, ambos pilotos da Williams Imagem: Thomas Peter/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Silverstone (ING)

2019-07-11T04:00:00

11/07/2019 04h00

Quando os carros da Fórmula 1 estão na pista, a impressão é de que a Williams está em outra categoria: na última corrida, na Áustria, que tem um dos traçados mais curtos do calendário, o melhor carro da equipe foi dois segundos mais lento que o mais veloz na parte da classificação em que os 20 carros estavam na pista. Na corrida, Russell terminou duas voltas atrás do vencedor Max Verstappen. E seu companheiro, Robert Kubica, três.

Mas há um campeonato em que a Williams é vice-líder: o de pit stops. Trata-se de uma competição levada muito a sério entre os mecânicos da Fórmula 1 e que usa a mesma pontuação dada aos pilotos para as paradas mais rápidas de cada corrida. Assim, o melhor ganha 25 pontos, o segundo 18, e assim sucessivamente.

Depois de ocupar posições mais intermediárias no começo da temporada, a Williams está em grande fase nesse campeonato, tendo sido a mais rápida nas últimas quatro corridas. Com isso, o time está chegando na líder, a Red Bull - que defende o título de 2018. Mais do que isso, eles conseguiram, no GP da França, bater a marca de 2s, grande objetivo das equipes nas paradas.

A tal parada foi para a troca dos pneus de Robert Kubica. Mas o polonês não se empolgou muito com o feito. "É claro que é positivo. Pelo menos conseguimos que publiquem algo positivo da equipe. Mas, quando a gente termina a corrida três minutos atrás dos outros, não faz tanta diferença."

Seu companheiro, Russell, foi mais positivo. Para ele, as paradas rápidas servem para elevar o moral do time, que vive a pior fase de sua história. "Definitivamente para os mecânicos poderia ser fácil relaxar e pensar que não estamos disputando nada. Mas é importante para mostrar que não somos um bando de idiotas, mesmo que não estejamos indo bem no momento", disse o inglês.

Não é de hoje que os pit stops da Williams têm sido fortes. O time sofreu com uma série de falhas em 2015 e estudou a fundo o problema, redesenhando parte das pistolas e das porcas que prendem as rodas. Com isso, em 2016, no GP do Azerbaijão, com Felipe Massa, conseguiram bater o recorde de pit stop mais rápido da história, com 1s92. Na França, chegaram perto: 1s97. Mas eles precisam manter a consistência para conseguir bater a Red Bull, que ficou entre as três primeiras colocadas em todas as provas, e lidera o campeonato dos pit stops com 223 pontos contra 173 da Williams. A próxima rodada será já neste final de semana, no GP da Inglaterra.