UOL Esporte Futebol Americano
 
02/02/2009 - 09h09

Holmes, de traficante a herói e jogador mais valioso do Super Bowl

Das agências internacionais
Na Flórida (EUA)
A defesa do Pittsburgh Steelers fez um grande trabalho neste domingo, mas quem brilhou no Super Bowl e deu o sexto título de campeão à equipe com uma vitória por 27 a 23 sobre o Arizona Cardinals foi Santonio Holmes, que ganhou o prêmio de MVP (sigla para jogador mais valioso) da final. Para Holmes, que chegou a ser traficante na adolescência, o momento para ser herói não foi desperdiçado.

Mark J. Terrill/AP
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Quando tudo apontava para o título inédito dos Cardinals, Roethlisberger conseguiu empurrar o Pittsburgh para uma improvável virada nos momentos finais da decisão. Quase saindo de suas características, o lançador arriscou e, no passe final, achou Holmes na end zone, que selou o dramático título.

"Simplesmente fiz o que devia, recebi a bola no lugar ideal, lançada por Ben Roethlisberger, para conseguir os pontos nos deram o triunfo", destacou Holmes. O movimento perfeito dos Steelers aconteceu segundos depois de uma chance despediçada pelo próprio Holmes no setor esquerdo do campo.

"Esta vez não iria acontecer a mesma coisa e sabia que, se a bola chegasse novamente, conseguiria pegá-la", comentou Holmes, que minimizou a jogada fundamental para o título. "O importante não foi o como as coisas aconteceram, mas sim que conseguimos o que queríamos desde que chegamos em Tampa".

Holmes conviveu com a pobreza e o crime desde criança. O atleta confessou que havia se envolvido com drogas, antes de se dedicar ao esporte. "Meu passado já não faz mais diferença. Quero viver a felicidade das coisas positivas na minha vida", encerrou.

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