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AFP/Alejandro Pagni

Medel (d) comemora ao marcar um de seus dois gols na vitória do Boca sobre o River

25/03/2010 - 17h46

Com a presença de Maradona, Boca vence "superclássico" argentino e respira

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Quatro dias após ser suspenso com apenas dez minutos por causa das fortes chuvas que castigaram a capital Buenos Aires, o “superclássico” argentino foi disputado nesta quinta-feira. E o Boca Juniors levou a melhor diante do arquirrival River Plate, ganhou por 2 a 0, no estádio La Bombonera, e deixou as últimas colocações do Torneio Clausura.

  • AFP/Alejandro Pagni

    Maradona acompanhou de perto a vitória de seu time do coração, o Boca Juniors, sobre o River

Técnico da seleção argentina, Diego Maradona acompanhou de perto o triunfo de seu time do coração. Foi a primeira vez no ano que 'El Pibe' esteve na Bombonera, já que ele tem se estranhado com o principal ídolo atual do Boca, Juan Román Riquelme, e não pretende convocá-lo para a Copa do Mundo de 2010.

Mas apesar da presença de Maradona, o destaque da partida foi o chileno Medel, que fez os dois gols. Palermo, que poderia se tornar o maior artilheiro da história do Boca -soma 218 tentos, assim como Roberto Cherro -, passou em branco.

O triunfo é um alívio, uma vez que o Boca entrou em campo na antepenúltima colocação da tabela. Após dez rodadas, o time do zagueiro brasileiro Luiz Alberto subiu para 11 pontos, um a menos que o River Plate.

 

Os dois, porém, estão distantes dos primeiros colocados. A liderança, por exemplo, está com o Independiente (23 pontos).

nicialmente, o duelo era para ter sido realizado no domingo. Durou apenas dez minutos e foi interrompido pelo árbitro Héctor Baldassi devido à forte chuva que atingiu Buenos Aires, alagando o gramado. Aliás, foi a primeira vez que o "superclássico" foi cancelado depois do apito inicial do árbitro.

A Associação de Futebol da Argentina até pensou em colocar a partida para quarta-feira. No entanto, os clubes levaram em conta a opinião do governo argentino, que considerou inconveniente a realização de um duelo tão importante num feriado nacional - a Argentina lembrou no dia 24 de março o 34º aniversário do golpe que deu início à última ditadura militar no país.

A expectativa era grande para a partida. As duas equipes não atravessam um bom momento e somente vitória poderia amenizar a pressão. O Boca sabia que não poderia tropeçar em casa, uma vez que só tinha conquistado uma vitória em nove rodadas. Diante disso, adotou uma postura ofensiva desde o começo.

E foi premiado. Aos 13min, Medel foi mais esperto que a defesa do River, após cobrança de falta batida por Riquelme, e fez 1 a 0. Depois disso, o time treinado por Abel Alves encontrou espaços, enquanto os visitantes levaram pouco perigo ao gol defendido por Javier García.

Pouca coisa mudou no segundo tempo. Os donos da casa continuaram melhores. Logo aos 4min, o inspirado Medel aproveitou cruzamento da esquerda e ampliou. 2 a 0. O River Plate, por outro lado, não encontrou forças para reagir e provou por que tem um dos piores ataques do Campeonato Argentino (oito gols).

*Atualizada às 18h22

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