TJD-BA nega liminar para suspender Campeonato Baiano até julgamento

Do UOL, em Santos (SP)

  • MARGARIDA NEIDE/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA), Hélio Menezes, negou no início da tarde desta quinta-feira (1) a liminar que pedia a suspensão das duas rodadas finais da fase classificatória do Campeonato Baiano – que acontecem domingo (4) e quarta-feira (9).

Na noite da última quarta (28), o procurador-geral do TJD-BA, Ruy João, ingressou com uma Medida Inominada na secretaria do órgão alegando que o campeonato não poderia avançar sem a definição do resultado do julgamento, uma vez que o caso do Ba-Vi será levado ao Pleno – Procuradoria, Bahia e Vitória vão recorrer.

Na decisão que nega seguimento à Medida Inominada, o TJD-BA alega que "as razões de direito invocadas não se mostram com a relevância suficiente a embasar a pretensão deduzida".

"Na hipótese em concreto, diversamente, não se colhem motivos a justificar a qualificação dos fatos em debate como "excepcionais", tanto mais para justificar medida extremada de interrupção do campeonato na exata medida em que já há pronunciamento jurisdicional desportivo", acrescenta a decisão do Tribunal.

O calendário esportivo no Brasil é apertado, não havendo possibilidade de utilização de muitas datas para a realização das partidas de futebol"

A decisão cita ainda o apertado calendário brasileiro como motivo para não se conceder a liminar: "Há de ser considerado, ademais, que o calendário esportivo no Brasil é apertado, não havendo possibilidade de utilização de muitas datas para a realização das partidas de futebol, havendo um período máximo em que deve ser concluído o campeonato estadual, conforme estipulação da entidade máxima do futebol nacional, a CBF".

No julgamento da última terça-feira (27), o técnico Vágner Mancini – acusado de orientar seus jogadores a forçar o fim antecipado da partida – foi absolvido pelo Tribunal, enquanto o Vitória, julgado pelo mesmo motivo, só levou multa de R$ 100 mil reais. A acusação da Procuradoria pede o rebaixamento do Vitória para a segunda divisão do Campeonato Baiano.

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