UOL Esporte Futebol
 
03/08/2009 - 07h03

Corinthians sofre sem 'camisa 10' e corre por Edu para ganhar opção

Alexandre Sinato
Em São Paulo
A ausência dos três titulares vendidos é sentida pelo Corinthians, mas um setor em especial está incomodando Mano Menezes. Como ele mesmo já previa, encontrar no elenco um substituto para Douglas está difícil. No empate sem gols com o Avaí no último domingo, mais uma vez a armação ficou prejudicada. Por isso, no início desta semana, o clube irá se esforçar para ganhar duas opções.

Os departamentos jurídico e médico terão trabalho. O primeiro corre para tentar regularizar Edu. Como estava no futebol europeu, o volante precisou aguardar a abertura das inscrições no Brasil. No entanto, como o dia 1º de agosto foi sábado, só nesta segunda o clube dará entrada na documentação.

O problema é que o expediente da CBF só começa no início da tarde. Depois de receber os papéis, a entidade aciona a Federação Espanhola, já que Edu atuava pelo Valencia. Por culpa do fuso-horário, o país europeu já estará no início da noite, o que pode retardar a resposta dos espanhóis para terça-feira.

Para poder enfrentar o Náutico às 21h50 desta quarta, Edu precisa aparecer no BID do último dia útil anterior ao jogo. Mano Menezes ainda não divulgou se irá levar o meio-campista para a viagem sem saber se poderá utilizá-lo. O Corinthians viaja já na manhã de terça-feira para Recife.

Quando estiver à disposição, Edu não será o substituto de Douglas, mas ajudará indiretamente na criação. Mano pode adiantar Elias e completar o setor com Jucilei e Edu. A princípio, o esquema com três jogadores de meio-campo será mantido.

"Pretendo usar o Edu como volante, onde irá melhorar muito a saída de bola pela esquerda e poderá aparecer de surpresa como meia. Ele é um jogador de alto nível. Ainda precisarei ajustar o time, mas talvez adiante o Elias e mantenha o Jucilei como primeiro volante, deixando dois jogadores com boa saída de bola", explicou Mano.

A outra opção no elenco para substituir Douglas é Boquita. O jovem, porém, tem características mais defensivas. Já atuou como segundo volante, por exemplo. Contra o Avaí, ele foi o "camisa 10" e teve dificuldades. Segundo o Datafolha, Boquita não deu nenhum drible, nenhum lançamento, nenhuma finalização certa e conseguiu só um cruzamento.

"Tivemos mais dificuldades na armação. Lá é preciso ser um jogador mais acostumado à função. Ele precisa raciocinar muito rápido e executar a jogada mais rápido ainda. Quando não temos esse jogador, a criação da jogada se torna mais previsível", argumentou o treinador.

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