UOL Esporte Futebol
 
01/11/2009 - 23h59

Arbitragens polêmicas e 'mala branca' marcam rodada das reações no Brasileiro

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Pênaltis duvidosos, rigor disciplinar, afastamento pelo caso da "mala branca" e reações importantes. Além da emoção garantida pelas acirradas disputas nas duas pontas da tabela e pelo fim cada vez mais próximo do campeonato, a 33ª rodada do Brasileiro foi agitada também por questões polêmicas. E na classificação, tudo segue em aberto a cinco rodadas do final.

O caso da "mala branca" que movimentou a rodada passada repercutiu neste final de semana. A punição interna aplicada pelo Barueri afastando Renê e Val Baiano justamente contra o São Paulo, aspirante ao título, gerou reclamações e muita suspeita. Os dois jogadores não enfrentaram o time tricolor pelas declarações dadas sobre suposto incentivo financeiro na rodada anterior. Nesta semana, porém, já serão reintegrados.

"É uma punição muito rápida", ironizou Muricy Ramalho. A diretoria do Palmeiras também reclamou. O São Paulo minimizou. E a simples discussão causou diferentes declarações sobre o tema, com direito até a troca de farpas.

Em campo, o time de Ricardo Gomes levou a melhor sobre o desfalcado Barueri: com a vitória por 1 a 0, chegou aos mesmos 58 pontos do líder alviverde e só perde nos critérios de desempate. E no triunfo pelo placar mínimo, mais contestação. O Barueri reclamou da não marcação de um suposto pênalti de Renato Silva em Otacílio Neto.

Reclamações também não faltaram no clássico entre Palmeiras e Corinthians. Os protestos partiram do lado alvinegro. "Aconteceu um lance violentíssimo sobre o Jorge Henrique que não era para cartão amarelo, era para expulsar o Danilo, jogador que depois fez o gol de empate. E a meu ver foi pênalti no Dentinho", resumiu Mano Menezes, insatisfeito com Heber Roberto Lopes no empate por 2 a 2.

Polêmica à parte, o Palmeiras defendeu com suor a liderança do Brasileiro. A equipe perdeu Marcos expulso ainda no primeiro tempo e ficou duas vezes atrás no placar, mas buscou o empate. Resultado: embora tenha visto o São Paulo igualar a pontuação, seguiu pela 19ª rodada seguida no topo. "Nosso time tem alguma limitação, mas não desiste nunca e briga demais. Esse resultado nos dá força para brigar pelo título", elogiou Muricy.

Outros dois concorrentes ao título cumpriram suas tarefas na rodada, mas também com decisões duvidosas dos árbitros. As críticas mais duras partiram do Flamengo, revoltado com a marcação de dois pênaltis a favor do Santos. O goleiro Bruno defendeu ambos e ajudou a equipe rubro-negra, quarta colocada, a triunfar por 1 a 0.

O protesto não foi nada ameno. "Esse Nielson Nogueira Dias teve uma arbitragem de canalha. O árbitro canalha só não resolveu como gostaria de resolver porque não combinou com o Bruno", acusou Marcio Braz, vice de futebol do Flamengo.

O Atlético-MG, por sua vez, somou 56 pontos e manteve sua caminhada ao topo. Para isso, porém, contou com um suposto pênalti sobre Thiago Feltri que Diego Tardelli converteu para decretar o triunfo por 3 a 2 sobre o Goiás. O time esmeraldino ainda contestou o cartão vermelho dado a Ernando no início do segundo tempo. "Além de o pênalti não ter acontecido, a expulsão também complicou", disse o lateral Júlio César.

A parte de baixo da tabela também teve emoções intensas e o maior exemplo de reação da rodada. Seriamente ameaçado pelo rebaixamento, o Fluminense manteve a esperança acesa graças a um segundo tempo heróico. Até os 9min da etapa final, a equipe perdia por 2 a 0 do Cruzeiro. Mas Fred, com dois gols, e Gum conseguiram a virada por 3 a 2 e deixaram o time carioca a cinco pontos do Botafogo, primeiro time fora da zona de degola.

Nessa briga, inclusive, Náutico e Santo André também mostraram que não se renderão fácil à ameaça de descenso. Derrotados na rodada passada, eles reagiram. O time pernambucano venceu o clássico diante do Sport por 3 a 2. Já a equipe do ABC paulista bateu o Grêmio por 2 a 0. Eles estão empatados com 35 pontos, a três do Botafogo.

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