UOL Esporte Futebol
 
01/11/2009 - 20h59

Muricy Ramalho lamenta efeitos do calor e critica horário do clássico

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Muricy Ramalho entende que não houve um "espetáculo" no clássico entre Palmeiras x Corinthians, mas sim um "teste de sobrevivência". O técnico considerou absurda a marcação do jogo para as 16 horas, na ensolarada Presidente Prudente, afirmando que os dois times tiveram de se resguardar para suportar aos 90 min no interior.

A revolta de Muricy aumentou pelo fato de o Palmeiras ter jogado com 10 em campo após os 36 min do primeiro tempo, quando Marcos foi expulso por derrubar Jorge Henrique na área.

"O campo é enorme. A sensação era de 40 graus. Não venta. Não adianta reclamar. Mas quem manda é o poder econômico. Expor os jogadores ao horário das 15 horas [horário de verão]. Poderia até ser um jogo melhor se dessem um horário melhor. É impossível jogar de igual para igual. Nosso time foi valente, pelo menos temos espírito de campeão", disse Muricy.

Para minimizar os efeitos do calor em Prudente, o Palmeiras entrou em campo com o uniforme 2, branco. Com isso, o Corinthians teve de usar o uniforme preto, cor que absorve mais o calor, aumentando o desconforto.

O desgaste provocado pelo calor e sequência de jogos serviu de justificativa para Muricy sacar Obina assim que Marcos recebeu cartão vermelho.

"Obina jogou o jogo todo contra o Goiás e o Vagner não. Marcão jogou e Jumar não. E o calor estava insuportável. Obina só saiu por isso. Vagner estava mais inteiro fisicamente", explicou o treinador.

O Palmeiras retorna a campo no domingo, diante do desesperado Fluminense, às 16 horas, no Maracanã.

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