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25/11/2009 - 12h14

Ex-flamenguista, Felipe diz guardar rancor e espera 'fechar o gol' em Campinas

Bruno Thadeu
Em São Paulo
O goleiro Felipe fala abertamente que torcia pelo Flamengo quando criança, acrescenta que seus familiares assistirão ao duelo em Campinas no espaço reservado à torcida do clube carioca, mas afirma guardar rancor do adversário deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro.

  • Folha Imagem

    Felipe reiterou que não haverá "entrega" por parte do Corinthians contra o Flamengo em Campinas

O camisa 1 corintiano contesta o discurso de clubes co-irmãos, entoado pelo presidente do time rubro-negro, Márcio Braga, e conta que não viu nada de amigável na relação Corinthians x Flamengo quando o clube paulista mais necessitava: em 2007, quando caiu para a Série B.

Na avaliação de Felipe, o Flamengo tinha o dever de atuar com profissionalismo naquele jogo diante do Corinthians, mas foi criado um clima hostil no Maracanã para recepcionar o time paulista, quebrando o clima de "irmãos". O Flamengo venceu de virada por 2 a 1, cujo segundo gol foi marcado por Roger, que pertencia ao Corinthians, mas que estava emprestado ao clube da Gávea. Faltavam quatro rodadas para o término do torneio.

"O presidente do Flamengo fala em co-irmão agora, mas não vi nada dessa de co-irmão quando jogamos lá no Maracanã em 2007. O Flamengo venceu, mas não tinha nenhum ambiente amigável, e o jogador que fez o gol deles era contratado do Corinthians [Roger]. Pode ser co-irmão em outra parte, na parte de marketing. A gente precisava de um pontinho só. Então não tem que falar de co-irmão. Se o Flamengo vencer no domingo é porque vai merecer", discursou Felipe.

  • Marcelo de Jesus/UOL

    Mais recente ídolo do Corinthians, Ronaldo não atuou pelo Flamengo, mas viveu o ambiente da Gávea em 2008, enquanto se recuperava de lesão. Por isso, deixou amigos lá. Entre eles, o goleiro Bruno, com quem costumava fazer apostas em cobranças de pênalti. De acordo com o preparador do camisa 1, Roberto Barbosa, os duelos eram acirrados e o Fenômeno sofreu nas mãos do hoje capitão rubro-negro.

Bem-humorado, Felipe conta que viverá situação inédita em Campinas. Sua família virá do Rio de Janeiro para assistir ao jogo junto com a torcida do Flamengo. Ele, pelo menos, disse já ter largado o sentimento que nutria na infância. "Eu já enfrentei o Flamengo outras vezes pelo Vitória também. Eu sou profissional, penso no torcedor corintiano".

Uma vitória do Flamengo contra o Corinthians neste domingo poderá deixar o time rubro-negro a um triunfo do título nacional, desde que o São Paulo tropece diante do Goiás. Felipe endossa o discurso de que não haverá "entrega" e ironiza a possibilidade de torcedores alvinegros comemorarem gol do Flamengo.

"Eu duvido que um torcedor pagará ônibus, viajará por 1h30 até Campinas para ver o time perder e ainda comemorar. Eu duvido que se o Ronaldo fizer um gol, alguém vaiará. Vou pagar para ver a torcida pedir para o Ronaldo ir embora ou estender uma faixa em protesto no dia seguinte se ele marcar", disse o camisa 1.

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