UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
08/05/2010 - 07h02

Mano projeta Corinthians mais barato e mais leve para o Brasileiro

Alexandre Sinato
Em São Paulo

A reformulação em andamento no Corinthians irá mudar o estilo dos reforços pretendidos pelo clube. Em vez de jogadores mais renomados e com porte físico mais avantajado, a diretoria irá priorizar atletas mais rápidos e que se encaixem em uma faixa salarial mais reduzida. Além disso, atuais reservas considerados caros serão liberados para procurar novos clubes.

O próprio presidente Andrés Sanchez reconheceu que exagerou nos gastos ao montar o elenco para a Libertadores. Agora, com a eliminação no torneio continental, diretoria e Mano Menezes conduzirão uma reformulação no elenco.

O grupo alvinegro conta atualmente com 32 jogadores. E pelo menos cinco serão avisados que não fazem mais parte dos planos de Mano. Balbuena, Escudero, Marcelo Mattos, Edu, Morais e Souza são os candidatos mais fortes a deixar o Parque São Jorge.

Morais e Souza já foram oferecidos ao Goiás. A diretoria esmeraldina discute os nomes com o técnico Emerson Leão, ansioso por reforços. Marcelo Mattos, por sua vez, tem contrato até o meio do ano. Seu vínculo não será renovado.

“Sondagens existem e são uma comprovação firme de que os jogadores que temos no plantel têm qualidade. Se abrir uma perspectiva que interesse ao jogador e ao clube haverá negócio”, comentou Mano quando questionado sobre os casos de Morais e Souza.

Quanto a reforços, as chegadas de Paulinho e Bruno César exemplificam a linha adotada a partir de agora. Revelações do Campeonato Paulista, os dois meio-campistas são considerados jogadores baratos e com futuros promissores. Além disso, as características técnicas da dupla agradam. São rápidos e habilidosos.

“Na Libertadores o jogo é de maior contato físico, exige um porte físico mais forte, enquanto no Brasileiro já é preciso ter mais agilidade e velocidade. E já podemos ver isso na chegada do Bruno César”, argumentou.

A questão financeira também será decisiva. “Precisamos levar em consideração a nova realidade da competição no aspecto financeiro. Cabe nessa hora fazer um equilíbrio melhor de plantel. Precisamos achar no mercado jogadores que vão ascender na carreira e ainda estão em um patamar mais baixo de reconhecimento”, completou Mano.

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