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Parraga, Antônio Carlos e Muricy Ramalho: os rivais de Ricardo Gomes no clássico

26/05/2010 - 07h10

Em menos de um ano, R. Gomes encara 3º técnico alviverde e vê obstáculos

Carlos Padeiro e Renan Prates
Em São Paulo

Oriundo da escola europeia de treinadores, Ricardo Gomes é daqueles profissionais que defende um trabalho a longo prazo, com uma pré-temporada proveitosa. Atribui à imprensa parte da culpa de os dirigentes se sentirem pressionados para demitirem técnicos. De volta ao futebol brasileiro há quase um ano, o comandante são-paulino teve de se readaptar ao cenário nacional.

Prova disso é que, em seu terceiro clássico contra o Palmeiras, enfrentará o terceiro técnico diferente. No Brasileirão de 2009, o duelo foi com Muricy Ramalho (placar de 0 a 0, no Morumbi). No Paulistão deste ano, derrota por 2 a 0 no Palestra Itália, na estreia de Antônio Carlos Zago no comando alviverde.

Nesta quarta-feira, às 20h30, o adversário será o interino Jorge Parraga, que assumiu o time de Palestra Itália na semana passada após a dispensa de Zago. Gomes revelou os obstáculos que existem quando o outro time troca de treinador.

“É uma observação mais complicada. Quando você vai observar o Cruzeiro, por exemplo, sabe que eles vêm de um sequência importante com o Adilson [Batista]. Não é o caso do Palmeiras, porque houve uma mudança que exige um tempo maior”, comentou o são-paulino, após treino no CT da Barra Funda.

Já Parraga evitou falar sobre o rival desta quarta-feira, por achar indelicado avaliar um treinador do time adversário. "Prefiro não falar do Ricardo Gomes por se tratar do meu próximo adversário. Admirava muito o Cilinho, o Zé Duarte, um pessoal do meu tempo que eu tirei proveito", despistou.

Apesar da turbulência extracampo, o Palmeiras iniciou bem o certame nacional. Em três rodadas, obteve sete pontos, enquanto o São Paulo somou apenas quatro.

“Essa instabilidade fora de campo pelo visto não é importante, porque em campo os resultados estão aí. Como tirar proveito de uma situação se não está influenciado o time? Não tem como tirar proveito disso”, observou Gomes, ao ser questionado se o momento pós-crise palmeirense beneficiará o time tricolor no Morumbi.

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