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Wander Roberto/VIPCOMM

Em quatro jogos pelo clube, Fernandão anotou dois gols e fez duas assistências

27/05/2010 - 07h06

Na 'era Fernandão', São Paulo é eficiente, segue 100% e não leva gol

Carlos Padeiro
Em São Paulo

Eficiência é a palavra que mais combina com o São Paulo nas partidas que Fernandão esteve em campo. O centroavante de 32 anos estreou no dia 12 de maio, e com ele em campo o time tricolor ganhou quatro partidas, anotou sete gols e não sofreu nenhum.

Fernandão anotou o gol da vitória sobre o Palmeiras, na noite da última quarta-feira, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Pela primeira vez na temporada, os comandados de Ricardo Gomes deixaram o estádio com um triunfo em clássico (até então eram cinco derrotas em cinco partidas para os rivais paulistas).

O camisa 15 acumula dois gols e duas assistências neste seu começo de trajetória pelo clube. Participou das vitórias sobre Cruzeiro (duas vezes por 2 a 0 pela Libertadores), Internacional (2 a 0 no Beira-Rio) e Palmeiras (1 a 0 no Morumbi).

“Encaixou o estilo de jogo do Hernanes, do Marlos e do Dagoberto com o meu. Eles são rápidos e inteligentes. Tenho a característica de ficar na área e concluir em gol, mas também saio bastante para tentar fazer a equipe jogar. Num todo, fez com que eu chegasse ao time em um momento importante e me adaptasse rapidamente”, comentou o artilheiro do elenco no Nacional.

Ricardo Gomes frequentemente fala sobre o entrosamento do trio ofensivo, composto por Fernandão, Dagoberto e Marlos, além do apoio de Hernanes.

“Nós sabíamos que ele seria importante e funcionaria, mas nesse início não esperava tanto, não. É um jogador que joga bem e faz os outros jogarem também. Consegue ser o homem de referência na área, mas sai e abre espaço para Marlos e Dagoberto, além de puxar o Hernanes e, hoje, o Jean”, analisou o treinador. Diante do rival alviverde, Jean foi o primeiro volante, mas a posição é de Rodrigo Souto, vetado pelo departamento médico.

A eficácia são-paulina é comprovada pelos números do Datafolha. Além de Rogério Ceni não levar gols, o time vai pouco ao ataque, porém o suficiente para matar o adversário. Contra o Cruzeiro no Mineirão, foram duas finalizações e dois gols. Contra o Inter, no domingo passado, o conjunto paulista arrematou a gol sete vezes e balançou as redes em duas oportunidades. Já os gaúchos tentaram 21 vezes, e sem sucesso.

“Essa consistência na zaga e o fato de o time ser muito coeso fazem com que, para qualquer peça que entre, a adaptação seja rápida. Facilita jogar ao lado deles”, finalizou o postulante a novo ídolo dos torcedores.

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