UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
31/05/2010 - 09h07

Dorival se torna vilão após revés no Pacaembu

Lucas Reis e Mariana Bastos
Folhapress, em São Paulo

A derrota por 4 a 2 para o Corinthians, o mais acachapante revés dos meninos da Vila nesta temporada, ganhou dois candidatos a vilão após o clássico: a zaga do time e o técnico Dorival Jr. O treinador foi criticado por mexer mal na equipe. E a defesa, pelo óbvio: levou quatro gols em um clássico.

Aos 17min do segundo tempo, Dorival sacou Neymar, apagado, para usar Madson, que nas duas últimas rodadas nem sequer havia sido relacionado. O pequenino atacante pouco estrago fez na zaga corintiana. Quando o time perdia por 2 a 1, o técnico santista trocou o lateral Pará pelo atacante Marcel, abrindo um buraco em sua defesa -foi neste espaço que o Corinthians marcou o terceiro gol, com Ralf.

No fim, Dorival tirou o zagueiro Edu Dracena e arriscou com a entrada do meia Zezinho. Mais um gol sofrido. As mudanças fracassadas de Dorival combinam com o mau desempenho frequente da zaga santista. Nos últimos 11 jogos, o Santos foi vazado 26 vezes -média de 2,3 tentos tomados por partida.

O lateral Léo reclamou do excesso de gols sofridos pela equipe. ‘Antes [o Santos] era o time que dava espetáculo, agora toma gol demais.” E Dracena queixou-se publicamente das loucuras ofensivas de seu professor. ‘Se quiser jogar para o ataque, vai tomar gol mesmo. É uma opção do treinador. Sempre estamos expostos”, disse o zagueiro santista.

Durante entrevista após a partida, Dorival foi bombardeado pelos jornalistas sobre sua tarde infeliz. E rebateu.
‘Eu arrisquei como sempre arrisquei em todas as vezes em que tive o placar adverso. Não vou deixar de arriscar, nunca. Não vou me omitir em momento nenhum”, disse o treinador. ‘Nós tínhamos que tentar alguma coisa.  Estava 3 a 1: não podia pensar em não levar gols, mas sim em atacar, diminuir a diferença”, disse.

Para ele, o Santos sofreu com a falta de criatividade e com a precisão dos rivais para aproveitar suas chances. ‘O Corinthians atacou cinco, seis vezes, e fez quatro gols. Nós tivemos várias chances e não aproveitamos.” Sobre as críticas de Edu Dracena, o treinador foi enfático: ‘Quem dirige a equipe sou eu e ponto. Jogador não tem que ficar falando”.

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