UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
10/06/2010 - 11h50

Justiça adia audiência entre Flu e Dalton, que está sendo descontado por falta

Marlos Bittencourt
No Rio de Janeiro

A briga judicial entre o zagueiro Dalton e o Fluminense vai se estender pelo menos até o próximo dia 1 de julho. A audiência marcada para esta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi adiada porque o ex-vice de futebol tricolor Ricardo Tenório, testemunha arrolada pelo clube, não compareceu ao tribunal.

O ex-dirigente alegou estar em viagem e, por isso, não pôde comparecer à audiência. A juíza Adriana Malheiros, da 6ª Vara Trabalhista, onde corre a ação, aplicou-lhe multa de mil reais pela falta. Ela argumentou que Tenório somente poderia faltar por motivos de saúde, o que não foi o caso.

Com o adiamento, o advogado do Fluminense Mário Bittencourt disse que Dalton deve se reapresentar imediatamente por estar vinculado ao clube. Segundo ele, só resta aguardar a próxima audiência. Mas Mário Bittencourt continua otimista em relação ao retorno do jogador, que não deu até o momento qualquer satisfação sobre o sumiço.

“Dalton tem de retornar. Estamos aguardando a volta dele porque a Justiça, por duas vezes, determinou que se reapresente. A nossa testemunha (Ricardo Tenório) não compareceu e a Justiça adiou”, afirmou o advogado em relação ao ex-dirigente, responsável pelo contrato do clube com o zagueiro.

Sumido desde o dia 5 de abril, Dalton não receberá integralmente o salário. Mário Bittencourt disse que o jogador está sendo descontado pelos dias não trabalhados, como qualquer outro trabalhador que não comparece para cumprir os deveres. O jogador está há pouco mais de dois meses sem dar satisfações.

“Ele não comparece porque não quer. Está sendo descontado e continuará até que volte ao local de trabalho. Quem não trabalha não recebe. Estamos aguardando porque ele está vinculado ao clube”, afirmou Mário Bittencourt.

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Pelo lado do clube compareceram os advogados Mário Bittencourt e Roberta Fernandes, o assessor especial da presidência, Marcelo Penha, e o vice de futebol Alcides Antunes. Dalton esteve no TRT com o advogado Décio Nahaus, que alegou a ausência do jogador por causa de lesão no púbis. A Justiça determinou que o zagueiro apresente atestado até o dia 18 de junho.

Por tudo que fez pelo clube em 2009, quando o Fluminense quase foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, Dalton disse estar muito magoado com o clube. O destino do jogador ainda é incerto, mas ele estaria negociando uma possível transferência para o Internacional.

Décio Neuhaus, advogado de Dalton, alegou que o Fluminense não havia depositado R$ 13 mil de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e ainda teria diminuído o salário do zagueiro em R$ 4 mil. Na primeira audiência o Fluminense apresentou provas e teve decisão favorável. Mário Bittencourt, porém, disse que Dalton deveria dizer algo sobre o caso.

A defesa do jogador alega que o clube não recolheu 17 meses de FGTS e teria feito um contrato de R$ 24 mil com Dalton, que estaria recebendo quatro mil a menos. O Fluminense diz ter feito contrato no valor de R$ 20 mil em 2010, passando para R$ 30 mil em 2011 e R$ 35 mil em 2012. O clube quis antecipar os valores. Dalton recusou.

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