UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
11/06/2010 - 07h00

"Ainda é cedo para avaliar meu custo benefício ao Palmeiras", diz Kleber

Filipe Grecco
Em São Paulo
  • Palmeiras pagou pouco mais de R$ 6 milhões para trazer de volta o Gladiador e tirá-lo do Cruzeiro

    Palmeiras pagou pouco mais de R$ 6 milhões para trazer de volta o "Gladiador" e tirá-lo do Cruzeiro

O atacante Kleber chegou ao Palmeiras com uma grande festa, com status de ídolo e como principal da equipe até o momento, mas a pergunta que ficou no ar é se o investimento feito por apenas um jogar valeu à pena? De acordo com o novo camisa 30 ainda é muito cedo para se fazer esse tipo de avaliação.

“Não tem como falar do meu custo benefício agora, sem eu jogar. O Palmeiras investiu em mim e leva um tempo para fazer analise”, declarou o jogador, que ainda completou. “Se eu jogar bem e ajudar na conquista de títulos ninguém falará disso, agora se eu for mal isso será lembrado sempre.”

Segundo especulações o Palmeiras teria desembolsado pouco mais de R$ 6 milhões para ficar com os direitos federativos e 50% dos direitos econômicos de Kleber, a outra metade é do Cruzeiro, por um contrato de cinco anos. O próprio empresário do jogador, Giuseppe Dioguardi, disse que esses valores são equivalentes ao do futebol Europeu.

“Eu como empresário do atleta gosto de levá-lo para clubes onde tenham jogadores de ponta e que o clube pretenda investir. O Palmeiras me passou isso, já que investimento no Kleber é equiparado com o futebol europeu”, disse o empresário, em entrevista à rádio Jovem Pan, que ainda fez questão de garantir que o jogador tende a ficar até o fim de seu contrato. “A vinda do Kleber ao Palmeiras tem algo além do dinheiro, o clube não será trampolim para o jogador.”

Em 2008, quando o jogador foi devolvido ao Dínamo de Kiev, que depois o negociou com o Cruzeiro, a Traffic, parceira do Palmeiras, se recusou a pagar praticamente o mesmo valor de hoje, pois acreditava que era muito caro para contratar um atleta de 25 anos, que possivelmente não traria retorno, o que para o vice-presidente de futebol do clube, Gilberto Cipullo, é uma coisa natural dentro de uma empresa.

“Não houve estremecimento na relação. O Palmeiras tem liberdade para trazer qualquer jogador, não tem restrição nenhuma da Traffic. Eles não quiseram bancar o Kleber naquela época porque a Traffic é uma empresa e dentro de uma empresa, antes de qualquer coisa, você faz uma avaliação com objetivo de resultados”, explicou Cipullo.

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